Paraná aos 70: o canarinho que levou o sertanejo de raiz aos grandes palcos

De Ivaiporã ao centro das atenções — quatro décadas de canções, parcerias e reinvenções

Em 2026, Paraná comemorou 70 anos cercado por nomes que marcaram a história do gênero — uma celebração que resumiu uma trajetória iniciada no interior do Paraná e construída lado a lado com o irmão Chico Rey. Hoje, em carreira solo, ele mantém viva a presença de uma sonoridade que atravessou gerações.

Da roça à estrada: onde tudo começou

Nasceu em Arapongas e cresceu em Ivaiporã, em família de agricultores onde a viola e a música de raiz eram rotina. A vida mudou em 1975, quando a família se transferiu para Brasília. O serviço militar ficou para trás; a música, para sempre.

Foi na capital que Paraná e Chico Rey consolidaram uma parceria que se tornaria uma das mais duradouras do sertanejo. Eles atravessaram festivais, rádios locais e serestas até fixarem-se nos palcos nacionais.

O primeiro disco abriu portas em 1981. Alguns anos depois, um álbum em particular levou a dupla ao auge, com faixas que ganharam rádios e premiações. A visibilidade cresceu com participações em programas de TV que ajudaram a popularizar seu repertório.

Canções que viraram trilha — números e memoráveis

Ao longo da carreira, foram dezenas de registros em estúdio e shows que cruzaram fronteiras. O saldo: cerca de 20 álbuns lançados, dois DVDs e turnês que levaram o nome da dupla para além do Brasil.

Entre as composições que se cravaram no cancioneiro popular estão títulos que o público ainda canta em praças e bares: “Operário Vida-Viola”, “Amor Rebelde”, “Alma Transparente”, “Leão Domado”, “Tranca a Porta e Me Beija” e “Canarinho Prisioneiro”.

Em outubro de 2025, Paraná lançou “O Canto do Canário”, seu primeiro DVD solo — um documento de um artista que soube traduzir a memória da dupla para uma nova fase.

Entenda como associado abramus: paraná

Imagem: Cedida pelo artista/Direitos reservados

Reconhecimento e legado

Os números atuais revelam uma base sólida: mais de 1,2 milhão no Instagram, cerca de 1,1 milhão de ouvintes mensais no Spotify e mais de 300 mil inscritos no YouTube. Dados que comprovam continuidade e alcance, mesmo após décadas de estrada.

Ao celebrar 70 anos, Paraná recebeu em sua festa nomes como Milionário, Matogrosso & Mathias, Zé Mulato & Cassiano, Trio Parada Dura e Marrone — um encontro que reforçou seu lugar na história do sertanejo.

Hoje, seu trabalho funciona como ponte entre gerações: preserva a raiz e dialoga com públicos novos, sem perder a autenticidade que marcou os primeiros passos ao lado de Chico Rey.

Foto: cedida pelo artista