Meta acusa NSO Group de nova tentativa de ataque via WhatsApp
Empresa diz ter identificado campanha com links maliciosos — alvos foram poucos e concentrados no Oriente Médio
A Meta declarou ter identificado uma nova operação que, segundo sua investigação, estaria ligada ao NSO Group e visava convencer usuários do WhatsApp a clicar em links maliciosos. A companhia relembra uma longa disputa judicial com a fabricante do spyware Pegasus, apontada em casos que envolveram jornalistas e ativistas. Nesta última ação, a Meta relatou que menos de dez pessoas foram atingidas, com os alvos localizados principalmente na Jordânia e no Líbano, e afirmou que não há sinais de comprometimento dos aparelhos investigados. A NSO ainda não respondeu às alegações.
O que muda para usuários e para o processo judicial
O episódio reacende um conflito que começou em 2019, quando a Meta abriu processo contra a empresa israelense; no desenrolar do caso, houve condenações e restrições ao uso do WhatsApp pela NSO. Agora, a plataforma pede ao tribunal norte-americano que declare a empresa em desacato, enquanto mantém vigilância e bloqueios a contas suspeitas. Para a sociedade, o caso reforça o debate sobre a circulação de ferramentas de vigilância e os riscos que elas representam para dissidentes, jornalistas e defensores de direitos humanos — e mostra que a disputa jurídica e as defesas técnicas seguem ativas em campo internacional.
Imagem: Ap

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6