Um dos satélites Copernicus Sentinel-3 captou, em 3 de agosto de 2023, uma extensa mancha verde e azulada no Mar de Barents, ao norte da Península Escandinava. Imagens de sensoriamento remoto indicaram uma área superior a 200 mil km², que, segundo o programa europeu Copernicus, não se tratava de óleo, tinta ou outro tipo de poluição, mas de uma intensa floração de fitoplâncton.

Detecção e características

O registro foi obtido pelo Sentinel-3, componente do programa Copernicus dedicado ao monitoramento ambiental por satélite. As imagens mostram variações de cor na superfície do mar que correspondem a concentrações elevadas de micro-organismos fotossintéticos — o fitoplâncton — que formaram uma mancha visível desde o espaço.

Especialistas vinculados ao Copernicus informaram que a coloração verde e azulada observada é típica de florações desse tipo, que podem cobrir grandes extensões de oceano quando fatores como luz, nutrientes e temperatura favorecem o crescimento dos organismos. A área estimada da mancha supera a extensão territorial de muitos países, destacando a escala do fenômeno.

Local e impactos observados

A ocorrência foi localizada no Mar de Barents, região marítima fria situada acima da Escandinávia. Embora imagens por satélite confirmem a presença e a dimensão da floração, o registro não indica, por si só, efeitos imediatos sobre a vida marinha ou atividades humanas na região. O Copernicus registrou o evento como uma floração natural detectada por sensores ópticos do Sentinel-3.

O monitoramento por satélite permite distinguir entre manchas provocadas por substâncias derramadas e eventos biológicos na superfície do mar, com base em padrões espectrais e na distribuição espacial das áreas afetadas. No caso registrado em 3 de agosto de 2023, as características espectrais e a extensão levaram à conclusão de que se tratou de uma explosão de fitoplâncton.

03/08/2023 — Satélite registra mancha verde e azulada de 200 mil km² no Mar de Barents causada por floração de fitoplâncton

Imagem: Divulgação

As observações continuarão a ser analisadas pelos programas de monitoramento ambiental para entender melhor a dinâmica e a duração da floração, bem como suas possíveis consequências ecológicas.





Com informações de Clickpetroleoegas