Omar Artan, árbitro somali impedido de entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026, foi recebido como herói ao retornar a Mogadíscio e afirmou que pretende participar da edição de 2030 do torneio.
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Mais de cem pessoas aguardavam na área VIP do principal aeroporto da capital somali quando Artan desembarcou em um voo da Turkish Airlines. Os presentes acenavam bandeiras nacionais e aplaudiram a chegada do árbitro.
Em entrevista à imprensa no retorno, Artan declarou que não se sente desmotivado e que trabalhará para voltar a um Mundial: “Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei fazendo com que a Somália se orgulhe… Apesar do que aconteceu comigo, não estou desmotivado”, afirmou.
Um representante do governo, Mohamed Said, comentou que o tratamento dado ao árbitro foi injusto e que a situação causa dor para quem valoriza a humanidade.
Motivo da proibição
O incidente teve início quando Artan, eleito em 2025 o melhor árbitro de futebol masculino pela Confederação Africana de Futebol (CAF), desembarcou no aeroporto internacional de Miami e teve a entrada negada no sábado.
Segundo um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, em declaração à AFP, Artan é “suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas”, condição que o torna inelegível para admissão no país.
Imagem: Foto por KENZO TRIBOUILLARD / AFP
Fora da Copa de 2026
A Fifa confirmou que o árbitro não fará parte do quadro que atuará no Mundial, cujo início está previsto para quinta-feira. Artan havia sido incluído entre os 52 árbitros selecionados para a edição organizada por Estados Unidos, México e Canadá, fato que havia gerado orgulho entre seus compatriotas.
Reconhecimento nacional
O retorno a Mogadíscio também foi marcado por manifestações de apoio e por referências ao reconhecimento que recebeu no país. Em abril, o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, descreveu Artan como “um símbolo de inspiração para uma nova geração de somalis”.
Ao afirmar o desejo de disputar a próxima Copa do Mundo em 2030, Artan concluiu a recepção afirmando confiança no futuro de sua carreira como árbitro, apesar da proibição que o afastou do Mundial de 2026.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6