A escolha de títulos do Tesouro Direto deve considerar o tempo necessário para atingir um objetivo financeiro, já que prazo, liquidez, rentabilidade e tolerância a risco influenciam diretamente a seleção dos ativos. Especialistas consultados explicam quais opções se encaixam melhor em metas de curto, médio e longo prazo.
O que caracteriza cada prazo
Marcos Piellusch, professor da FIA Business School, define prazos padrão: curto prazo até dois anos, voltado à liquidez e segurança; médio prazo entre dois e cinco anos, com foco em preservar poder de compra e buscar alguma rentabilidade; e longo prazo acima de cinco anos, destinado à formação de patrimônio ou aposentadoria, com maior aceitação de oscilações.
Opções do Tesouro Direto por horizonte
Para objetivos de curto prazo, Piellusch aponta o Tesouro Selic (LFT) como alternativa adequada por oferecer liquidez diária e baixa volatilidade, características desejáveis para reservas de emergência. Recentemente, o programa também passou a oferecer o Tesouro Reserva, com operação 24/7 e investimento mínimo de R$ 1.
No médio prazo, Caio Tonet, diretor institucional da W1 Inc., destaca que o investidor pode tolerar mais volatilidade e, portanto, avaliar títulos prefixados (LTN) ou atrelados ao IPCA (NTN-B/Tesouro IPCA+), que podem apresentar vantagens de rentabilidade nesse horizonte. Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets, complementa que o prefixado pode ser interessante se a expectativa for de queda dos juros futuros, enquanto o Tesouro IPCA+ combina proteção contra inflação com uma taxa fixa.
Para prazos longos, Piellusch e Tonet recomendam títulos indexados ao IPCA, que preservam o poder de compra e rendem adicionalmente ao longo do tempo. Entre as opções citadas estão títulos com vencimentos longos até 2035 ou 2055, além de séries voltadas a objetivos específicos: o Tesouro Renda+, que paga renda mensal por 20 anos e é pensado para aposentadoria, e o Tesouro Educa+, que oferece pagamento mensal por cinco anos para custear estudos.
Critérios para escolher títulos
A escolha do título adequado depende de três fatores fundamentais, segundo Otávio Araújo: prazo até o vencimento, tipo de remuneração (prefixada, pós-fixada ou atrelada à inflação) e sensibilidade a oscilações de mercado. Ele alerta que títulos de prazo mais longo tendem a sofrer maior marcação a mercado caso o investidor precise vender antes do vencimento, motivo pelo qual investidores com baixa tolerância a variações devem optar por papéis mais curtos e menos voláteis.
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Montagem de uma carteira equilibrada
Marcos Piellusch sugere três passos práticos para compor uma carteira: identificar o prazo do objetivo, avaliar a necessidade de liquidez e definir a tolerância ao risco. Conforme resume Otávio Araújo, a lógica é clara: quanto mais próximo o objetivo, menor o risco que se deve assumir.
Esses critérios ajudam a alinhar o tipo de título do Tesouro Direto aos objetivos financeiros, equilibrando segurança, rentabilidade e necessidade de acesso ao capital.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6