HORÁRIO: 13h00 (Brasília UTC-3)

TRANSMISSÃO: YouTube | Canal da Gazeta Esportiva (YouTube)

O México dá início, nesta quinta-feira (11), à sua terceira Copa do Mundo com a partida entre a seleção anfitriã e a África do Sul, em um ambiente marcado por cerimônia de abertura, apresentações musicais e protestos organizados por diversos grupos sociais.

O torneio, o maior da história do futebol com 48 seleções e 104 jogos, é coorganizado pela primeira vez por três países — Estados Unidos, Canadá e México — que já receberam as edições de 1970 e 1986. No país, a abertura ocorrerá no Estádio Azteca, palco de grandes momentos do futebol mundial.

Cerimônia e shows

Durante a solenidade, o tenor italiano Andrea Bocelli interpretará o hino oficial da Copa, intitulado “DNA”, que mistura elementos de ópera e música eletrônica. A cantora colombiana Shakira dividirá o palco com o artista nigeriano Burna Boy para a apresentação da música “Dai Dai”.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que não estará presente na cerimônia de abertura. Ela afirmou que o evento transcorrerá “em paz”, apesar da sequência de protestos que vem afetando a capital nas últimas semanas.

Protestos e críticas

O torneio chega também sob críticas relacionadas ao alto custo dos ingressos e à recusa de vistos para entrada nos Estados Unidos. A guerra no Oriente Médio levou ainda o Irã a transferir sua base de treinamentos do Arizona para Tijuana.

México inaugura terceira Copa do Mundo com jogo contra a África do Sul, shows e protestos

Imagem: Foto por CARL DE SOUZA / AFP

Grupos como professores da rede básica, familiares de pessoas desaparecidas e outros movimentos sociais planejam convergir para o entorno do Estádio Azteca, com a intenção de usar a visibilidade do evento para suas reivindicações. Uma grande faixa com os dizeres “Boicote à Copa do Mundo Fifa 2026!” foi registrada no caminho para o estádio.

O professor Austreberto Flores, em representação aos docentes, afirmou que a mobilização seguirá “até que nos apresentem uma solução, não há volta atrás”, segundo reportagem da AFP. A presidente Sheinbaum descreveu as manifestações como uma “provocação” destinada a gerar imagens de repressão e declarou que evitará esse tipo de armadilha, acompanhando os jogos em telões no Zócalo.

Clima local e expectativa esportiva

Entre torcedores, há dividir opiniões: alguns celebram a volta do Mundial ao país — “Já é festa no México”, disse a torcedora Ingrid Orozco — enquanto outros percebem um ambiente menos efervescente que nas edições anteriores. Pesquisa citada pela imprensa indica que apenas 35% dos mexicanos confiam na seleção, que nunca avançou além das quartas de final em Copas do Mundo.

Além das 13 partidas programadas para serem disputadas no México, a competição também colocará seleções como Espanha, Portugal e França entre as favoritas para tentar suceder a Argentina, atual campeã. A expectativa agora é que o foco das atenções se volte para o desempenho das equipes dentro de campo, apesar das tensões fora dele.

Com informações de Gazetaesportiva