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Manifestantes e policiais se enfrentaram nas imediações do Estádio Azteca, em meio ao início da Copa do Mundo de 2026, pouco antes do jogo entre África do Sul e México. Fogos de artifício anunciaram o começo da competição enquanto, a poucos metros do estádio, grupos protestavam contra a situação de desaparecimentos no país.

Organizações que cobram justiça por dezenas de milhares de desaparecidos retiraram as grades que delimitavam o perímetro do estádio e entraram em confronto físico com agentes de segurança. Outro grupo de jovens, armado com pedaços de pau e tacos, quebrou vidros de viaturas policiais, segundo relatos de testemunhas no local.

Os manifestantes, reunidos em diferentes núcleos, repetiam slogans como “México, campeão em desaparecimentos!”, criticando a realização da Copa diante da violência ligada ao crime organizado. Entre os mais ativos esteve o chamado “bloco negro”: integrantes encapuzados, vestidos de preto, que atacaram policiais com pedras, pedaços de madeira e grades metálicas usadas para barrar os acessos.

As forças de segurança responderam lançando gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. A polícia montada também participou das ações de contenção, enquanto manifestantes fugiam e outros permaneciam confrontando os agentes no entorno do estádio.

Tumulto na Fan Fest

No centro da Cidade do México, episódios de desordem ocorreram quando milhares de torcedores tentaram acessar a Fan Fest instalada na praça do Zócalo. O local amanheceu com grades ao redor em razão de um acampamento de mais de uma semana promovido por um sindicato de professores nas proximidades.

Protestos e confrontos com a polícia marcam estreia da Copa no México

Imagem: Foto por OSWALDO RAMIREZ / AFP

O fechamento do perímetro dificultou o acesso ao telão para muitos torcedores que queriam acompanhar a estreia da seleção mexicana. Funcionários tentaram controlar a multidão e, por meio de megafone, chegaram a advertir sobre o risco à integridade das pessoas presentes.

Alguns espectadores arremessaram garrafas de água e trocaram insultos com policiais. Havia relatos de torcedores que, temendo empurrões ou até esmagamento, desistiram de permanecer na praça. É o caso de Miriam Corona e Víctor Gómez, casal que viajou de Puebla — cerca de 300 km da capital — e optou por deixar o local. Gómez, de 49 anos, disse ter ficado abalado após escapar do tumulto.

As cenas de confronto e a dificuldade de acesso à Fan Fest marcaram o cenário paralelo à festa esportiva no país anfitrião.

Com informações de Gazetaesportiva