Paul McCartney afirmou que os Beatles chegavam a compor e entrar em estúdio com uma música pronta em apenas 20 minutos. O ex-integrante relatou que, no período áureo do grupo, a rotina de trabalho tornava possível transformar ideias em gravações quase imediatas.

McCartney recordou que iniciou a carreira em Liverpool ao se juntar aos Quarrymen em 1957, aos 15 anos, e que, entre 1960 e 1970, atuou como baixista, vocalista e um dos principais compositores dos Beatles, criando canções como “Hey Jude”, “Let It Be” e “Yesterday”.

Em entrevista ao apresentador Tom Holland, no podcast The Rest Is History, McCartney descreveu a dinâmica de trabalho com John Lennon e os demais membros da banda. Segundo ele, quando trabalhavam durante a semana, costumavam chegar na segunda-feira de manhã com algumas músicas preparadas. “Era basicamente eu e o John no começo”, explicou, lembrando que o encontro do grupo ocorria sempre pela manhã, com todos se reunindo às 10h, 10h30 (Brasília UTC-3).

McCartney disse ainda que o produtor George Martin perguntava o que o grupo faria, e eles começavam a tocar uma canção nova ali mesmo. O músico descreveu que ele e Lennon tocavam com dois violões, enquanto George Harrison observava e já sabia qual som adotar. Ringo Starr marcava o ritmo na bateria, e, conforme McCartney, em cerca de 20 minutos a faixa estava pronta para ser gravada — muitas vezes sem que o produtor ou qualquer outra pessoa tivesse ouvido a composição antes.

A relação criativa entre Paul e John

A parceria entre McCartney e Lennon foi destacada também por outros relatos. No documentário Paul McCartney: Man on the Run, Sean Lennon, filho de John, descreveu a dupla como possuidora de uma “química única em um milênio”. Comentários de colegas e biografias reforçam a ideia de que a interação entre os dois era determinante para a produtividade e o tom criativo do grupo. Em livro sobre McCartney, a ex-colega de classe Helen Anderson afirmou que a presença de Paul parecia revitalizar John quando estavam juntos.

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Esses testemunhos reforçam a visão de McCartney sobre como a confiança mútua e a sintonia entre os integrantes permitiam ao quarteto traduzir rapidamente ideias em músicas completas.

Com informações de Rollingstone