Em 11 de julho de 2000, um pesquisador localizou restos humanos dentro de uma barraca em área remota do Olympic National Park, no estado de Washington, nos Estados Unidos. Ao lado do corpo estavam binóculos, uma mochila JanSport, uma serra e equipamentos de inverno; não havia documentos de identificação.

Identificação por DNA

Vinte e seis anos após a descoberta, as autoridades confirmaram a identidade dos restos. Trata-se de Joseph Louis Serrao Jr., nascido em 3 de dezembro de 1960, conforme informou o Serviço Nacional de Parques dos EUA e reportagem do New York Times.

O desfecho ocorreu após exames genéticos modernos: em 2024, um antropólogo forense do gabinete do legista do condado de King enviou uma amostra de DNA à Othram, empresa do Texas especializada em genética forense para casos antigos. A empresa conseguiu obter um perfil genético completo a partir do material e encontrou parentes no Havaí e em outros estados. Amostras fornecidas por primos de primeiro grau, tanto pelo lado materno quanto pelo lado paterno, confirmaram a identificação.

Dados sobre Joseph Serrao

Natural do Havaí, Serrao tinha como último endereço conhecido o estado de Washington. Familiares informaram que o último contato com ele ocorreu em 1998 e que não tinham notícias desde então.

O legista do condado de Clallam determinou que a causa da morte foi ferimento por arma de fogo, classificando o óbito como suicídio.

O processo investigativo e o armazenamento dos restos

Após a localização em julho de 2000, os restos foram encaminhados ao escritório do legista do condado de King. Não foi possível obter impressões digitais utilizáveis. Na ocasião, um patologista estimou que o indivíduo era do sexo masculino, com idade entre 30 e 50 anos, e que a morte havia ocorrido entre seis meses e quatro anos antes da descoberta.

11/07/2000: DNA identifica esqueleto encontrado em barraca no Olympic National Park após 26 anos

Imagem: Divulgação

Sem identificação, os restos receberam a marca UP11888 em um banco de dados nacional dos Estados Unidos sobre pessoas desaparecidas e não identificadas.

“Os investigadores nunca perderam de vista o objetivo”, declarou Debra Flowers, vice-chefe da divisão investigativa do Serviço de Parques, em comunicado oficial.

Um familiar contatado por telefone se recusou a comentar a identificação publicamente e disse que “a única preocupação é trazê-lo de volta para casa.”

Com informações de Olhardigital