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Começam nesta terça-feira, 16 de junho, as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e do Federal Open Market Committee (Fomc) do Federal Reserve dos Estados Unidos. Ambos os encontros se estendem até quarta-feira, 17 de junho, e ocorrem em um contexto de elevada incerteza, com investidores avaliando se a redução de tensão no Oriente Médio permitirá um afrouxamento da política monetária.
Cenário internacional e acordo preliminar
Na segunda-feira, 15 de junho, o presidente americano Donald Trump afirmou que Estados Unidos e Irã assinaram um acordo preliminar, mediado pelo Paquistão, que prevê uma trégua de 60 dias para negociações mais amplas sobre o programa nuclear iraniano, sanções econômicas e segurança regional. A declaração foi recebida com alívio, embora o memorando não tenha sido divulgado oficialmente e grande parte das informações venha de pronunciamentos de autoridades dos dois países e do Paquistão. Também não está claro se todos os detalhes já foram acertados. O Irã condicionou avanços nas conversas sobre seu programa nuclear à liberação, por parte dos EUA, de bilhões de dólares congelados — pedido rejeitado por Washington.
Impacto sobre expectativas no Brasil
O acordo reduziu, em curto prazo, o risco geopolítico e abriu a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, aliviando pressão sobre os preços do petróleo — fator que tende a reduzir a inflação. No mercado brasileiro, as opções do Copom negociadas na B3, com base no fechamento de 12 de junho, passaram a sinalizar como cenário mais provável um corte de 0,25 ponto percentual na reunião desta semana: a probabilidade do corte ficou em aproximadamente 68%, enquanto a manutenção da taxa caiu para cerca de 32%. Na sexta-feira anterior, a distribuição era inversa, com manutenção em 67% e corte em 31%.
Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano; o corte projetado reduziria a taxa para 14,25% ao ano. No entanto, há limites para afrouxamento: o Relatório Focus mais recente projeta IPCA de 5,11% para 2026, acima de leituras anteriores e do teto da meta, de 4,50%. Trata-se da 13ª semana seguida de alta na projeção, dado que pode levar o Copom a adotar postura mais conservadora.
Expectativas para o Fed
Nos Estados Unidos, os investidores não esperam mudanças na política monetária na reunião do Fomc de quarta-feira, 17 de junho, com as taxas projetadas para permanecer entre 3,50% e 3,75% ao ano. Para a reunião de julho, a expectativa de manutenção é ainda mais forte: 92,4% do mercado aposta na inércia dos juros, e 6,3% precificam um aumento de 0,25 ponto percentual. Para setembro, 73,3% aguardam manutenção, enquanto 24,3% anteveem alta.
Esta será a primeira reunião do Fed sob a liderança de Kevin Warsh. Investidores acompanharão o tom da comunicação da autoridade, em especial diante de inflação medida pelo índice Personal Consumption Expenditure (PCE) que tem ficado acima de 3% em 2026. A combinação de tarifas, preços elevados do petróleo e demanda por inteligência artificial mantém a inflação pressionada; o acordo com o Irã poderia mitigar apenas a frente do petróleo.
Perspectivas e indicadores
Os contratos futuros dos principais índices acionários dos EUA registraram desempenho moderado na terça-feira, com atenção direcionada à decisão do Fed sob Warsh. Os futuros do petróleo Brent recuaram 2,5%, situando-se em pouco menos de US$ 81 por barril.
BRASIL
Inflação IGP-10 (Jun)
Observado: – 0,3%
Esperado: + 0,3%
Imagem: Reuters
Anterios: + 0,9%
Vendas no varejo (Abr)
Esperado: – 0,7%
Anterios: + 0,5%
Vendas no varejo (12M)
Esperado: 2,0%
Anterios: 4,0%
ESTADOS UNIDOS
Sem indicadores relevantes
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6