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O vocalista Mick Jagger rejeita a ideia de que os Rolling Stones sejam classificados como “a maior banda de todas”. Para ele, o apelido é incômodo e reduz a música a uma disputa de marketing, apesar do reconhecimento global que o grupo alcançou ao longo de seis décadas.

A formação se prepara para lançar o 25º álbum de estúdio, Foreign Tongues, com chegada às plataformas digitais prevista para 10 de julho. Desde o disco de estreia, em 1964, os Stones acumularam cinco Grammys, ingresso no Hall da Fama do Rock & Roll e turnês de enorme público e faturamento. A turnê do álbum Hackney Diamonds, em 2024, vendeu quase um milhão de ingressos em 20 shows, com receita estimada em US$ 235 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão).

Em entrevista concedida à Rolling Stone em 1995, Jagger criticou explicitamente o rótulo, chegando a chamá-lo de “epíteto estúpido” e comparando a expressão a um espetáculo circense no estilo Barnum & Bailey. Segundo ele, anunciar o grupo todas as noites como “a maior banda” era constrangedor e pouco significativo, já que conceitos como “melhor” ou “mais duradouro” são subjetivos.

O guitarrista Keith Richards manifestou posição semelhante ainda na década de 1970. Em entrevista de 1978, Richards afirmou que, dependendo da noite, outra banda poderia ser considerada a maior do mundo, sublinhando o caráter relativo desse tipo de rótulo.

O novo álbum reúne, além de Jagger e Richards, Ronnie Wood (guitarra), Darryl Jones (baixo), Matt Clifford (teclado) e Steve Jordan (bateria). Foreign Tongues traz 14 faixas e conta com participações especiais de Paul McCartney, Robert Smith (The Cure), Steve Winwood e Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers).

Mick Jagger rejeita o rótulo de “a maior banda de todas” para os Rolling Stones

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Em entrevista ao programa TODAY, Jagger disse esperar que o público encare o trabalho como “um álbum clássico dos Stones” e afirmou que há material para diferentes gostos ao longo do disco.

Ao longo da carreira, o grupo manteve presença constante na cena musical e nas bilheterias, mas seus integrantes reforçam que medir a música por rankings ou superlativos não traduz a experiência artística que pretendem oferecer.

Com informações de Rollingstone