Em 22 de junho de 2026, detentores de direitos do setor musical divulgaram uma carta aberta na qual afirmam que músicos não devem ser pressionados a fechar acordos com empresas que desenvolvem tecnologia de inteligência artificial (IA).
O documento, assinado por representantes dos direitos sobre obras e interpretações, afirma de forma categórica que o setor exige três pontos fundamentais das empresas de IA: permissão prévia para uso de conteúdos musicais, pagamento pelos usos autorizados e transparência sobre como os dados e os modelos são empregados.
Segundo a carta, a exigência de permissão envolve que qualquer utilização de obras, gravações ou interpretações pelos sistemas de IA só ocorra após acordo claro entre as partes. A demanda por pagamento refere-se à necessidade de remuneração aos titulares de direitos sempre que suas criações forem exploradas por ferramentas de inteligência artificial.
A solicitação por maior transparência, conforme o texto, requer que as companhias esclareçam publicamente quais materiais foram usados para treinar seus modelos, como os dados são processados e de que maneira os resultados influenciam produtos e serviços oferecidos ao mercado.
Os autores da carta destacam que essas medidas — permissão, pagamento e transparência — são condições consideradas essenciais pelo setor musical para a adoção responsável de soluções de IA que envolvam conteúdo protegido por direitos autorais.
A publicação da carta aberta ocorre em meio a um debate mais amplo sobre a interação entre tecnologia e propriedade intelectual, no qual diferentes atores do mercado discutem regras, contratos e padrões de conduta para o uso de material criativo por sistemas automatizados.
Imagem: Divulgação
Ao concluir a mensagem pública, os detentores de direitos reforçam que músicos e profissionais do setor não devem ser submetidos a pressões contratuais ou comerciais que os obriguem a aceitar termos considerados desfavoráveis ou pouco claros em acordos com empresas de IA.
O comunicado reafirma a posição do setor sobre a necessidade de negociação justa e condições explícitas para qualquer integração entre conteúdo musical e tecnologia de inteligência artificial.
Com informações de Musically

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6