Antoine Semenyo, atacante dos Black Stars, entra em campo nesta terça-feira (23) com experiência direta sobre o adversário: a Inglaterra, país onde nasceu. O jogador do Manchester City é apontado como peça importante para Gana na partida de Boston, válida pelo Grupo L da Copa do Mundo, em que a seleção africana busca avançar às fases eliminatórias pela primeira vez desde 2010.
Gana estreou no torneio com vitória apertada sobre o Panamá, decidida por um gol nos acréscimos. Semenyo, que conhece bem o futebol inglês, destacou-se como possível fator decisivo contra um time inglês que tem em sua defesa três jogadores do City: John Stones, Nico O’Reilly e Marc Guehi.
“Estou muito ansioso por esse desafio”, afirmou o atacante. “Todos na seleção de Gana estão empolgados, e queremos mostrar do que somos capazes. Sinto que vou deixar minha marca”. Semenyo disputa sua segunda Copa do Mundo e chega ao torneio já consolidado como artilheiro na Premier League.
“Jamais recusaria” jogar por Gana
Na Copa de 2022, o atacante teve apenas 19 minutos em duas entradas como substituto. Pouco mais de um mês depois do torneio no Catar, deu um passo no clube inglês ao sair do Bristol City rumo ao Bournemouth. Aos 26 anos, sua trajetória inclui rejeições na base e um período afastado do futebol, mas também avanços rápidos que o levaram a assinar com o Manchester City após três temporadas no Bournemouth.
O City acionou a cláusula de rescisão do jogador em janeiro por cerca de 86 milhões de dólares — aproximadamente R$ 443,7 milhões na cotação citada — superando concorrentes como Liverpool, Manchester United, Chelsea e Tottenham. Em sua passagem pelo City, Semenyo marcou o gol decisivo por calcanhar na final da Copa da Inglaterra, garantindo o triunfo por 1 a 0 sobre o Chelsea, em Wembley.
Apesar de ter nascido perto de Stamford Bridge, estádio do Chelsea, e de viver toda a vida na Inglaterra, Semenyo afirmou que nunca cogitou defender outro país que não Gana. “Vivendo na Inglaterra, você ouve comentários como: ‘Você deveria defender a Inglaterra’. Mas essa nunca foi realmente uma possibilidade que eu considerei. Gana demonstrou interesse em mim quando eu tinha 19 ou 20 anos, então eu jamais recusaria isso”, disse ele à Fifa.
Futebol no sangue
O perfil resiliente de Semenyo foi moldado na juventude. Após ser rejeitado por clubes como Arsenal, Tottenham, Crystal Palace e Millwall, ele ficou um ano afastado antes de retornar às categorias de base. O pai, Larry, atuou na primeira divisão de Gana ao lado de Tony Yeboah, e o irmão mais novo, Jai, joga no Lorient, da França.
Imagem: Ap
Semenyo assinou seu primeiro contrato profissional com o Bristol City logo após completar 18 anos, passou por empréstimos no início da carreira e estreou pela seleção de Gana em junho de 2022. Sob o comando de Andoni Iraola no clube que o projetou à Premier League, consolidou-se como um dos pontas mais perigosos do futebol inglês.
Ainda não atingiu o pico
O atacante reconhece a influência de Pep Guardiola em seu desenvolvimento. “Aprendi muito com ele (Guardiola)”, afirmou após a vitória sobre o Panamá. “Ele é incrível, um dos melhores treinadores do mundo, e fico feliz em poder dizer que trabalhei com ele por seis meses”. Semenyo mantém a postura de trabalho duro e resiliência que, segundo ele, ainda o impulsiona em busca de evolução.
Agora, a expectativa é que o jogador use essa mistura de experiência, trajetória pessoal e fase de clube para tentar desequilibrar a Inglaterra e levar Gana mais adiante na Copa do Mundo.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6