Medicamento experimental alcança redução média de 28,3% do peso em 80 semanas
A farmacêutica Eli Lilly divulgou resultados do estudo de fase 3 TRIUMPH-1 que mostram perda de peso significativa com o uso da retatrutida, medicamento em desenvolvimento para tratamento da obesidade. Segundo os dados, participantes do ensaio apresentaram redução média de até 28,3% do peso corporal após 80 semanas de tratamento, valor comparável ao obtido em muitos casos com cirurgia bariátrica.
A pesquisa avaliou 2.339 adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, sem diagnóstico de diabetes. No grupo que recebeu a maior dose do fármaco, a perda média foi de 31,9 quilos, correspondente aos 28,3% mencionados. Além disso, 45,3% dos pacientes submetidos à dose máxima alcançaram redução superior a 30% do peso corporal, patamar geralmente associado a resultados cirúrgicos.
A retatrutida pertence a uma nova geração de terapias que atuam simultaneamente em três receptores hormonais — GLP-1, GIP e glucagon — com objetivo de modular apetite, gasto energético e metabolismo. No ensaio, além da diminuição de peso, os participantes apresentaram melhora em múltiplos indicadores cardiometabólicos, incluindo redução da circunferência abdominal, queda nos níveis de triglicerídeos, diminuição da pressão arterial sistólica e redução de marcadores inflamatórios ligados ao risco cardiovascular.
Os eventos adversos mais frequentes foram gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia e constipação, padrão já observado em medicamentos da mesma classe. Cerca de 11% dos voluntários interromperam o tratamento em razão de efeitos adversos.
O médico Joaquim Menezes, especialista em emagrecimento definitivo e longevidade e fundador do Instituto Evollution, avaliou que os resultados representam uma mudança relevante na abordagem da obesidade. Menezes, que acompanhou mais de 2 mil pacientes em protocolos com análogos de GLP-1, destacou que terapias farmacológicas cada vez mais eficazes ampliam as opções para diferentes perfis de pacientes e podem permitir tratamentos individualizados com menor necessidade de procedimentos invasivos.
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Apesar do otimismo com os números, a retatrutida segue em desenvolvimento e ainda depende de aprovações regulatórias antes de ser disponibilizada no mercado. Especialistas afirmam que, se confirmados nas etapas seguintes, os achados poderão marcar uma nova etapa no tratamento da obesidade, aproximando resultados farmacológicos aos tradicionalmente observados pela cirurgia.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6