No dia 13 de janeiro de 2026, a cantora Luísa Sonza apresentou ao público “Bossa sempre nova”, álbum em que reinterpreta 13 standards do repertório clássico da bossa nova. Produzido por Roberto Menescal, Toquinho e Douglas Moda, o disco busca resgatar a sonoridade original do gênero, dissociando-se da estética pop contemporânea associada à artista.
No projeto, Menescal, de 88 anos, assina a coprodução musical em oito faixas e contribui com violão e guitarra. Toquinho participa como coprodutor em seis faixas e oferece seu violão em outras, além de dividir a voz em faixas como “Águas de março” (Tom Jobim, 1972) e “Tarde em Itapoã” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971). Em ambos os casos, o violonista se faz presente também nos arranjos, reforçando a identidade do cancioneiro.
O disco abre com “Carta ao Tom 74” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1974), em versão voz e violão, e segue com “Samba de verão” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1964), destacada pelo saxofone de Alexandre Caldi. Ao longo do álbum, Sonza aposta na fluência vocal para interpretar standards como “Só tinha de ser com você” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, 1964), acompanhada por baixo de Ivani Sabino, piano de Marco Pontes Caixote e bateria de Pedro Paulo D’Elia.
Em “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963), o afrosamba ganha tratamento elegante, ainda que a faixa seja apontada como a menos sedutora do disco. Já em “Você” (Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1964), o contracanto de Menescal confere ao dueto um charme extra, reforçando a ligação de Sonza com o universo carioca da bossa nova.
Outros momentos de destaque incluem “Ah! Se eu pudesse” (Menescal e Bôscoli, 1962) e “O barquinho” (Menescal e Bôscoli, 1961), com vocalizes de Sonza e timbres de violão ao estilo tradicional. A faixa menos lembrada “Nós e o mar” (Menescal e Bôscoli, 1962) traz arranjo de Menescal e uma melancolia suave, que retorna em “Triste” (Tom Jobim, 1967), valorizada pelo saxofone de Caldi.
Imagem: Pam Martins / Divulgação
Sonza apresenta ainda a parceria inédita com Menescal em “Um pouco de mim”, faixa originalmente composta para seu quarto álbum autoral. Encerrando o disco, “Diz que fui por aí” (Zé Ketti e Hortênio Rocha, 1964) reafirma o compromisso da artista com o cancioneiro que colocou o Brasil no mapa mundial da música.
Com informações de G1

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6