O governo do presidente Trump pediu que a OpenAI adiasse o lançamento de seu próximo grande modelo, o GPT-5.6, por preocupações relacionadas à segurança, segundo reportagem do The Verge. Em resposta à solicitação, a OpenAI disponibilizou o GPT-5.6 apenas em prévia limitada para um pequeno grupo de clientes empresariais, com liberações de acesso aprovadas individualmente pelo próprio governo americano durante esse período.
O tratamento dado à OpenAI contrasta com a medida adotada no início de junho em relação à Anthropic. Ao contrário do acordo de prévia controlada negociado com a OpenAI, a Anthropic recebeu uma determinação que exigiu a suspensão total do acesso aos seus modelos Mythos 5 e Fable 5. A diretiva de controle de exportações proibiu “cidadãos estrangeiros” de utilizar a tecnologia, abrangendo inclusive funcionários da própria Anthropic que não fossem americanos.
Um país, duas políticas
O contraste entre as abordagens é claro: enquanto a Anthropic teve o uso de seus modelos interrompido, a OpenAI negociou um lançamento escalonado e restrito. Fontes citadas pelo The Verge apontam que, apesar de o governo Trump ter anunciado uma postura de “velocidade vence” para o desenvolvimento de inteligência artificial e incentivado um programa nacional de exportações de IA, a implementação prática das regras tem variado conforme a empresa.
A Anthropic já vinha com histórico de atritos anteriores com a administração, incluindo disputas sobre o uso de seus modelos pelo Pentágono e dois processos judiciais em andamento contra o Departamento de Defesa.
Pressões e incertezas para a OpenAI
A escalada em torno do GPT-5.6 ocorre em momento sensível para a OpenAI. Conforme reportagem do Olhar Digital, a empresa avalia adiar seu IPO e analisa duas opções: postergar a oferta pública para buscar um valuation mais alto ou reduzir expectativas para viabilizar uma abertura mais rápida. Propostas internas já cogitam uma estreia na bolsa somente em 2027.
Imagem: Divulgação
Ao mesmo tempo, a OpenAI e sua parceira Microsoft enfrentam ação judicial movida pelo The New York Times, que alega uso indevido de conteúdo jornalístico no treinamento de modelos de IA — um fator adicional de incerteza no caminho da companhia ao mercado.
A notícia segue em desenvolvimento à medida que órgãos reguladores e as empresas envolvidas ajustam seus posicionamentos.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6