O ex-técnico da seleção da Coreia do Sul, Hong Myung-bo, relatou ter recebido ameaças de morte depois da eliminação da equipe na fase de grupos da Copa do Mundo, episódio que culminou com seu pedido de demissão. A chegada da delegação ao Aeroporto Internacional de Incheon, na madrugada desta terça-feira (horário local), ocorreu sob reforço policial.
As ameaças já circulavam em redes sociais antes mesmo do anúncio da renúncia. Segundo relatos, a intensificação das críticas começou logo após a confirmação da eliminação, ocorrida no último sábado, quando mensagens hostis passaram a ser dirigidas ao treinador.
Transmissão: YouTube | Canal da Gazeta Esportiva (YouTube)
Uma das publicações mais graves veio de um usuário que afirmou ser americano e declarou a intenção de ir ao aeroporto para matar Hong. Em resposta, autoridades sul-coreanas montaram um esquema de segurança especial para acompanhar o desembarque da delegação e isolar o trajeto do grupo dos demais passageiros, a fim de evitar tumultos.
A Associação de Futebol da Coreia do Sul também adotou medidas internas: o ex-técnico e oito jogadores foram separados do restante da delegação já durante o embarque de retorno ao país, com objetivo de reduzir a exposição pública.
Presidente critica treinador
Além das ameaças, a repercussão política do resultado ganhou destaque. No domingo, o presidente Lee Jae-Myung atribuiu o fracasso na Copa a falhas de organização da equipe e classificou Hong Myung-bo como “incompetente”.
Imagem: Foto por ULISES RUIZ / AFP
No ambiente doméstico, a reação se refletiu na mídia e no comércio: a emissora pública KBS passou a borrar o rosto do treinador em imagens veiculadas na televisão, e estabelecimentos como bares e restaurantes chegaram a afixar cartazes proibindo sua entrada.
Paralelamente às investigações sobre a autoria das ameaças publicadas nas redes sociais, a polícia da Coreia do Sul abriu apuração sobre o processo de contratação de Hong como técnico da seleção. Veículos locais informaram que há pelo menos oito denúncias que apontam possíveis irregularidades na sua nomeação.
As autoridades seguem com as investigações e mantêm o esquema de segurança enquanto apuram tanto as ameaças quanto as denúncias relacionadas à contratação do treinador.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6