Aumento real e impactos econômicos

Um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que, em 2024, a Lei Rouanet captou R$ 25,7 bilhões por meio de incentivos fiscais e preservou 228 mil postos de trabalho no setor cultural. Esse é o primeiro incremento real de recursos destinados pela lei desde 2011.

De acordo com o estudo, cada R$ 1 investido em projetos culturais a partir da Lei Rouanet gerou R$ 7,59 de retorno econômico. O valor se refere ao somatório de receitas diretas e indiretas associadas às iniciativas apoiadas ao longo do ano.

Distribuição de recursos e manutenção de mão de obra

Os R$ 25,7 bilhões foram aplicados em diferentes segmentos artísticos, incluindo teatro, música, dança e artes visuais. Segundo a FGV, a política de incentivos fiscais permitiu não apenas o desenvolvimento de atividades culturais, mas também a continuidade de cadeias produtivas e serviços auxiliares, resultando na manutenção de 228 mil empregos diretos e indiretos.

O levantamento destaca que a retomada de recursos reais ocorre após anos de patamares estáveis, sem correção pela inflação. A alta em 2024 reflete, segundo a FGV, o avanço de projetos contemplados e a expansão do interesse de patrocinadores em apoiar iniciativas culturais por meio da renúncia fiscal.

Importância para o setor cultural

Ao registrar a primeira elevação real de verba desde 2011, a Lei Rouanet reafirma sua relevância como principal instrumento de fomento fiscal à produção cultural no país. Os dados da FGV também evidenciam o peso econômico da cultura, demonstrando que o incentivo público e privado, aliado à articulação com diferentes elos da cadeia produtiva, gera impacto positivo na economia.

Imagem: Ap

Com a divulgação dos resultados do estudo, governos, empresas e produtores culturais dispõem de informações atualizadas para avaliar o desempenho e as necessidades de aprimoramento da política de incentivos.

Com informações de Mundodamusicamm