John Romero rebateu um comentário do ex-colega Sandy Petersen sobre a influência da pirataria em Doom, dizendo que o quadro apresentado por Petersen não reflete toda a história. A troca ocorreu no X em 29 de junho de 2026, após discussões sobre como a cópia não autorizada de jogos afetou estúdios na década de 1990.
Petersen afirmou na rede social que “que se f*#$ os piratas” e alegou que entre 70% e 90% dos jogadores de Doom teriam usado cópias piratas, responsabilizando essa prática por condições de trabalho precárias e pelo fechamento de empresas e estúdios da época, citando nomes como Atari, Amiga e 3D Realms.
Romero apresenta contexto do modelo shareware
Romero contestou a interpretação de Petersen ao destacar que Doom foi lançado em um formato comercial específico: o modelo shareware. Segundo Romero, o primeiro episódio do jogo foi concebido para ser distribuído gratuitamente — copiado, compartilhado e instalado — como forma de promoção, e esse comportamento não deveria ser confundido automaticamente com pirataria.
O desenvolvedor lembrou que, no meio dos anos 1990, houve cerca de 20 milhões de instalações da versão shareware de Doom, além de mais de 2 milhões de cópias pagas vendidas. Para Romero, grande parte das pessoas que jogaram o episódio gratuito estavam seguindo exatamente o propósito do formato e, portanto, não eram “piratas” por definição.
Ainda que Romero tenha afirmado que é importante que jogadores comprem jogos para apoiar desenvolvedores, ele ressaltou que a história é mais complexa do que a ideia de que a pirataria foi a causa única do fechamento de empresas. Em muitos casos, a difusão gratuita via shareware ampliou a visibilidade do título e contribuiu para que ele se tornasse relevante no mercado.
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O uso do shareware era uma prática comum no início dos anos 1990, especialmente nos Estados Unidos. Naquela época, como boa parte do mundo ainda não dispunha de acesso à internet, a aquisição da versão completa de Doom podia ser difícil em determinados países, o que também influenciou a dinâmica de distribuição e consumo do jogo.
As diferenças entre distribuição intencional de conteúdo gratuito e cópia não autorizada foram o cerne do desentendimento público entre os dois ex-colegas.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6