Maria Luiza Jobim lançou no início de junho de 2026 o terceiro álbum de estúdio, Rosa no Céu, projeto que a cantora define como um “deleite” — leve, quente e com atmosfera de verão. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a artista falou sobre a origem do disco, a relação com obras anteriores e o trabalho ao lado de parceiros que se tornaram próximos durante a moradia em Lisboa.
Os dois discos solo anteriores de Maria Luiza, Casa Branca (2019) e Azul (2023), já traziam títulos que remetem a cores e memórias. A cantora explicou que a escolha desses nomes tem ligação com sinestesia: a tentativa de traduzir sensações e lembranças por meio de cores. Sobre Casa Branca, ela lembrou que a referência era a casa onde cresceu e a ideia de uma “folha em branco”; Azul foi associada ao Rio de Janeiro, à cor do mar e do céu, e ao período em que compôs durante a pandemia.
Para o novo álbum, Maria Luiza contou que a concepção e gravação aconteceram em grande parte com o casal Mallu Magalhães e Marcelo Camelo, amigos que também vivem em Lisboa. A aproximação com Camelo — músico a quem ela admira desde a adolescência e integrante de Los Hermanos — resultou em arranjos que, segundo a cantora, elevaram as composições. Ela relatou ter se emocionado ao ouvir a primeira versão produzida por ele.
A expressão “rosa no céu” teve origem em um dia de verão em Portugal, há cerca de dois anos, quando a cantora e Mallu observaram nuvens cor-de-rosa por volta das 21h nas praias locais. A imagem virou uma brincadeira entre as duas e inspirou o nome do disco, que Maria Luiza descreve como sobremesa: músicas despreocupadas, sedutoras e pouco preocupadas em ser “cabeça”.
O álbum traz traços melancólicos, mas privilegia a alegria e a vontade de dançar de forma íntima. A Bossa Nova aparece com força na obra, gênero que a artista admite ter resistido inicialmente — ela afirma ter demorado a incorporar canções do pai no repertório e só passou a tocar obras de Antônio Carlos Jobim a partir de seu álbum de estreia em 2019.
Entre as colaborações, Maria Luiza gravou uma versão de “La Javanaise” em dueto com Chico Chico, filho de Cássia Eller. Ela explicou que escolheu o cantor pela naturalidade e timbre, que, na sua opinião, dialogaram bem com a delicadeza de sua voz.
Imagem: Divulgação
Filha mais nova do maestro Antônio Carlos Jobim, Maria Luiza nasceu em 1987 e tem como referências familiares tanto o legado do pai quanto a influência pragmática da mãe. Ela também destacou a importância da terapia no desenvolvimento da capacidade de se expor emocionalmente.
Mãe de Antônia, hoje com 7 anos, Maria Luiza vive em Lisboa e tem a agenda de shows cheia: abriu o palco Ageas para Gilberto Gil no festival Cool Jazz em Portugal em 8 de julho, tem apresentação no festival Que Jazz é Esse? em Viseu no dia 18 de julho e se apresenta no Paredes de Coura em 14 de agosto. A artista informou ainda a intenção de ampliar a série de shows pela Europa e de retornar ao Brasil com nova turnê.
O trabalho, segundo a cantora, nasceu em um ambiente de confiança e amizade, com participações e produções que misturam afinidade pessoal e criação musical.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6