A médica Ariella Hasegawa entrou com ação judicial contra o Banco Master, pedindo indenização de R$ 307 mil por prejuízos financeiros e danos morais. A iniciativa ocorre após a liquidação da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025 e a prisão de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, sob suspeita de gestão fraudulenta.
Além de Vorcaro, são réus na mesma ação Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen, sócios do empresário. No processo, a autora alega que todos os controladores contribuíram para o colapso da instituição financeira.
Segundo os autos, entre 2019 e 2024 Ariella aplicou R$ 283 mil em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Master. Até a data da intervenção do Banco Central, o saldo de seus investimentos havia crescido para R$ 507 mil, quantia que não foi restituída integralmente aos investidores.
Pedido de indenização além da cobertura do FGC
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assegura ressarcimento de até R$ 250 mil por depositante, mas esse limite não cobre a totalidade dos valores aplicados pela médica. Por isso, ela requer R$ 257 mil referentes ao prejuízo financeiro direto e outros R$ 50 mil a título de compensação por danos morais.
No documento de petição inicial, Ariella afirma que a liquidação do Master não decorreu de fatores externos ou conjunturais, mas de “má administração institucional deliberada, prática sistemática de fraudes e condutas criminosas” pelos controladores, conforme demonstrado em investigações da Polícia Federal e do Banco Central.
A ação também destaca que os CDBs são investimentos de renda fixa tradicionalmente considerados seguros. A médica responsabiliza o banco pela criação de uma “aparência de solidez e rentabilidade” que atraiu investidores de boa-fé, induzindo-os a aplicar recursos sem a devida transparência sobre os riscos reais.
Imagem: Divulgação/Banco Master
Em sua peça de defesa, a autora descreve o impacto emocional provocado pela descoberta da suposta fraude, relatando abalo psicológico, frustração e sensação de impotência ao perceber que foi enganada. Segundo ela, o sofrimento decorrente da situação é “inegável”.
O processo segue em tramitação na Justiça, onde a defesa do Banco Master deve apresentar contestação antes do julgamento dos pedidos de indenização.
Com informações de Revistaoeste

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6