O SoftBank Group realizou o segundo aporte de US$ 10 bilhões na OpenAI, parte de uma sequência de três investimentos que integram sua contribuição de US$ 30 bilhões prevista na rodada mais recente, operação que deve elevar a participação total do grupo na empresa para US$ 64,6 bilhões. Transmissão: Space
O investimento foi feito por meio do veículo Vision Fund 2. Segundo o SoftBank, os recursos foram obtidos por empréstimo via um acordo de transição firmado em março, e os aportes adicionais têm objetivo de levar sua fatia na OpenAI a cerca de 13%.
A movimentação do SoftBank ocorre em meio a preocupações de mercado sobre possível destruição de valor semelhante à bolha das pontocom, episódio especulativo que, entre 1995 e 2000, impulsionado pela popularização da World Wide Web, gerou forte valorização de startups e culminou no estouro em março de 2000, com perda superior a US$ 5 trilhões e falência de centenas de empresas.
Contexto do financiamento
Em fevereiro, o SoftBank contratou um empréstimo ponte de US$ 40 bilhões junto a várias instituições financeiras, parte do qual destina-se a cobrir aportes adicionais na OpenAI. Esses recursos fazem parte de uma rodada de financiamento de capital comprometido de US$ 110 bilhões anunciada pela OpenAI em janeiro, que contou com investimentos de US$ 30 bilhões da Nvidia e US$ 50 bilhões da Amazon.
O mercado de ofertas públicas iniciais (IPO) tem forte foco em empresas de infraestrutura de IA neste ano, com grandes players como SpaceX, Anthropic e OpenAI planejando abertura de capital ainda em 2026 ou em 2027. A precificação esperada para a OpenAI leva participantes como SoftBank, Nvidia e Amazon a acompanhar de perto as perspectivas de valuation, que para alguns estimadores pode superar US$ 1 trilhão, embora exista também a possibilidade de que o IPO não ocorra até o final deste ano.
Histórico de financiamentos e situação pré-IPO
Ao longo de sua história, a OpenAI registrou diversas rodadas e compromissos de capital: dezembro de 2015 (US$ 1 bilhão comprometido de investidores como Elon Musk e Peter Thiel); julho de 2019 (US$ 1 bilhão da Microsoft); 2021 (aproximadamente US$ 2 bilhões, continuação da Microsoft); janeiro de 2023 (aproximadamente US$ 10 bilhões, avaliação pós-money de US$ 29 bilhões); outubro de 2024 (US$ 6,6 bilhões, avaliação pós-money de US$ 157 bilhões); março de 2025 (US$ 40 bilhões, avaliação pós-money de US$ 300 bilhões, com cerca de US$ 18 bilhões destinados ao projeto Stargate); fevereiro de 2026 (US$ 110 bilhões de capital comprometido, com Amazon US$ 50 bilhões, Nvidia US$ 30 bilhões e SoftBank US$ 30 bilhões; avaliação pré-money de US$ 730 bilhões); e abril de 2026 (US$ 122 bilhões, avaliação pós-money de US$ 852 bilhões).
No começo do mês passado, a OpenAI protocolou um pedido confidencial de IPO junto à SEC. A empresa, fundada em dezembro de 2015 por Sam Altman, Elon Musk e Peter Thiel e sediada em São Francisco, passou de organização sem fins lucrativos a uma estrutura de “lucro limitado” em 2019 para aceitar capital externo. Seus produtos incluem GPT-3, ChatGPT, GPT-4, DALL·E e Sora, e o ChatGPT, lançado em novembro de 2022, foi apontado como o aplicativo de consumo que mais rapidamente cresceu na história da internet. Atualmente, o portfólio abrange grandes modelos de linguagem, geração de imagens e vídeos, agentes de IA e serviços de API corporativos, com o GPT-5 em testes internos.
Imagem: Shutterstock
Antes de um eventual IPO, a OpenAI pretende lançar um programa de transferência de ações que permitirá a funcionários vender parte de seus papéis na avaliação atual.
Desempenho financeiro
Nos resultados mais recentes, a receita do primeiro trimestre foi de aproximadamente US$ 5,7 bilhões, com meta anual de US$ 30 bilhões. O número semanal de usuários ativos do ChatGPT foi estimado em cerca de 905 milhões, e a base de clientes corporativos dobrou ano a ano. Apesar do crescimento da receita, a empresa registra perdas significativas: margem operacional ajustada de -122% no primeiro trimestre e previsão de prejuízo anual de cerca de US$ 14 bilhões, com custos estimados em US$ 14,1 bilhões. A OpenAI também não projeta fluxo de caixa positivo antes de 2030.
A linha do tempo recente da empresa antes do IPO inclui relatos sobre considerações de abertura de capital em dezembro do ano passado; financiamento de US$ 40 bilhões em fevereiro com valuation superior a US$ 300 bilhões; captação de US$ 122 bilhões em maio com avaliação de US$ 852 bilhões; e envio de pedidos confidenciais de IPO à SEC em junho, com expectativa de listagem ainda neste semestre ou em 2027.
Com informações de Meioemensagem

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6