O Departamento de Segurança Interna (DHS) investiga uma invasão à Homeland Security Information Network (HSIN), plataforma utilizada por órgãos federais, governos estaduais e autoridades policiais para trocar informações e coordenar operações. Embora o material armazenado não seja classificado como sigiloso, a possível divulgação dos dados reacendeu preocupações sobre a segurança dos sistemas governamentais dos Estados Unidos.
Detalhes do incidente
De acordo com as informações divulgadas, os invasores tiveram acesso a servidores da HSIN entre o fim de maio e o início de junho. Em comunicado por e-mail, um porta-voz do DHS declarou: “Estamos cientes de um incidente cibernético recente envolvendo um ambiente específico e legado de compartilhamento de informações não classificadas.”
O departamento afirma que os sistemas afetados foram isolados, correções para a vulnerabilidade estão em andamento e uma investigação forense foi iniciada. Ainda não foi possível determinar quais dados foram acessados nem o volume do possível vazamento.
Os pontos confirmados até o momento incluem que a HSIN foi invadida entre o fim de maio e o início de junho, os sistemas comprometidos foram isolados pelo DHS, a apuração do ataque continua e o total de dados expostos permanece desconhecido.
Contexto e episódios anteriores
A HSIN já esteve envolvida em outro incidente de segurança em 2023, quando se descobriu que a plataforma continha informações pessoais compartilhadas entre autoridades policiais relacionadas à vigilância de cidadãos americanos. O senador Mark Warner, membro do Comitê de Inteligência do Senado, afirmou: “As informações são altamente sensíveis, e sua exposição coloca em risco a segurança nacional.”
Warner também ressaltou que a HSIN apoiou operações durante a Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos e foi usada no ano anterior para coordenar a resposta ao acidente envolvendo um jato da American Airlines e um helicóptero Black Hawk do Exército dos EUA, em Washington, D.C., que deixou 67 mortos. Até agora, não há informações sobre a identidade, afiliação ou motivações dos responsáveis pelo ataque.
Imagem: Divulgação
O episódio ocorre em meio a um período marcado por cortes no DHS e na CISA durante a administração Trump, e vem depois de uma série de incidentes acumulados desde janeiro de 2025, como o compartilhamento de informações sigilosas e planos de guerra por aplicativos não autorizados, a invasão de bancos de dados federais contendo informações pessoais de cidadãos americanos por integrantes do DOGE, liderado por Elon Musk, e o vazamento de credenciais de acesso por um prestador de serviços da CISA. Outro caso recente envolveu o FBI, que declarou um “incidente cibernético grave” ao expor números de telefone de pessoas monitoradas por agentes federais.
Enquanto a investigação forense segue em andamento, o novo ataque volta a evidenciar os desafios na proteção de sistemas usados para o intercâmbio de informações consideradas altamente sensíveis.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6