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Em entrevista coletiva em Nova Jersey, o atacante Matheus Cunha adotou tom cauteloso ao falar sobre o favoritismo do Brasil antes do confronto das oitavas de final da Copa do Mundo contra a Noruega. O jogador, titular sob comando de Carlo Ancelotti, afirmou que rótulos de favorito não influenciam o desempenho dentro de campo e ressaltou o respeito ao principal atacante adversário, Erling Haaland.

Cunha elogiou Haaland ao lembrar que acompanha sua carreira desde a passagem pelo Borussia Dortmund e que já o enfrentou em jogos na Alemanha e na Inglaterra. O atacante ressaltou a força do setor ofensivo norueguês e a necessidade de atenção a vários nomes do time rival, além de destacar o relacionamento saudável entre os jogadores.

Com três gols na competição, Matheus Cunha é o vice-artilheiro da Seleção Brasileira no Mundial. Mesmo com números positivos, o atleta evitou falar em excesso sobre favoritismo e reforçou a importância de manter o foco durante a partida.

“Eu acho que o Haaland é um grande jogador, já demonstrou isso em todos os momentos que teve oportunidade. Desde a época do Borussia Dortmund acompanho bastante a carreira dele. Já enfrentei muitas vezes, na Alemanha e na Inglaterra. Temos um relacionamento saudável e sabemos o quanto cada um pode ser importante para sua equipe. O ataque da Noruega é muito forte. Tem tantos jogadores que conhecemos e contra os quais já joguei. Temos que estar muito focados em vários jogadores muito fortes da seleção norueguesa”, disse Cunha.

Responsabilidade da camisa 9

O atacante também comentou sobre a responsabilidade de vestir a camisa 9 da Seleção. Cunha reconheceu o valor histórico do número e afirmou que a equipe dedicou treinos para organizar a marcação em bolas paradas, setor em que a Noruega apresenta perigo. Ele informou que será um dos responsáveis por tentar evitar gols nessas jogadas.

“Todo mundo sabe da importância de vestir essa camisa e a número 9. Muitos jogadores fizeram história com ela e conquistaram títulos. Espero continuar dessa forma. A gente dedicou boa parte do treino para organizar a defesa, principalmente sabendo da força deles na bola parada. Vou ser um dos responsáveis para que a gente saia sem sofrer gols nessas jogadas, se Deus quiser”, afirmou o atacante do Manchester United.

Matheus Cunha minimiza favoritismo do Brasil e destaca preocupação com Haaland

Imagem: Ap

Passado e ambição

Questionado sobre o histórico de eliminações da Seleção em Copas, especialmente contra times europeus em mata-mata, Cunha disse que o grupo evita reviver episódios passados, mas reconheceu a necessidade de superar esses episódios para avançar na busca pelo hexacampeonato.

“A gente não conversa muito sobre as Copas passadas, apenas sobre momentos específicos de algumas eliminações, porque temos companheiros que viveram isso e ninguém quer reviver. Temos que fazer o máximo possível para matar esses fantasmas. Para vencer uma Copa do Mundo, precisamos superar esses percalços”, declarou.

Quando o Brasil joga?

Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O vencedor do confronto enfrentará nas quartas o time que passar entre México e Inglaterra.

Com informações de Gazetaesportiva