A Toyota e a startup norte-americana Joby Aviation anunciaram a formação de uma joint-venture sediada nos Estados Unidos, chamada Strategic Manufacturing Alliance, com o objetivo de viabilizar a produção em larga escala de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, conhecidos como eVTOLs.

O acordo coloca a montadora japonesa como acionista majoritária, com 51% de participação, e pretende combinar a experiência em aviação da Joby com os métodos de produção da Toyota. Segundo as empresas, anos de investimentos somam quase US$ 900 milhões — o equivalente a cerca de R$ 4,6 bilhões — destinados a desenvolver o projeto e preparar a cadeia industrial.

O produto em desenvolvimento é um eVTOL com seis rotores elétricos e capacidade para quatro passageiros além do piloto. As fabricantes destacam características como operação silenciosa, emissões zero, velocidade máxima de 322 km/h e autonomia de 240 km por carga completa. Por projetarem decolagens e pousos verticais, esses veículos não exigem pistas longas como aeronaves convencionais.

Entre os objetivos da joint-venture estão a redução de custos de fabricação, a estruturação do processo de montagem e a preparação da capacidade produtiva para fabricar centenas de aeronaves por ano. Testes e demonstrações do protótipo já foram realizados com sucesso em Dubai, segundo as empresas.

Apesar dos progressos, a frota ainda precisa cumprir etapas de certificação das autoridades norte-americanas antes de poder operar em rotas comerciais. Não há, até o momento, data oficial para o início das operações nem nome anunciado para o primeiro modelo de produção.

Toyota e Joby criam joint-venture nos EUA para produzir carros voadores em escala

Imagem: Divulgação/Toyota

A Toyota justificou o investimento pela identificação de tendências no transporte aéreo de curta distância e pela necessidade de competir com outros atores globais do setor, incluindo empresas chinesas como a XPeng.





O projeto mira a agilidade no ambiente urbano sem abrir mão da sustentabilidade e aponta para uma mudança na forma como se planeja a mobilidade em curtas distâncias, caso as etapas regulatórias e industriais avancem conforme o previsto.

Com informações de Canaltech