A NASA e o Departamento de Energia dos Estados Unidos formalizaram, em 13 de janeiro de 2026, o compromisso de desenvolver um reator nuclear para instalação lunar até o final da década. O acordo prevê a construção de uma usina capaz de fornecer energia contínua a futuras bases habitadas na superfície da Lua, integrando o programa Artemis ao cronograma estabelecido pelo governo norte-americano.
Memorando formaliza parceria entre NASA e DOE
O documento assinado na sede do Departamento de Energia em Washington reforça a cooperação de mais de 50 anos entre as duas instituições no campo de energia nuclear espacial. Segundo o administrador da NASA, Jared Isaacman, a aliança confirma a meta de lançar o reator até 2030 e apoiar a presença humana permanente no satélite natural da Terra. “O uso de energia nuclear é fundamental para garantir operações seguras e contínuas em ambientes extremos, sem depender apenas da luz solar”, declarou Isaacman.
Alinhamento à política espacial dos EUA
A iniciativa recebe impulso adicional de uma ordem executiva assinada em dezembro de 2025 pelo ex-presidente Donald Trump, que determinou a construção de uma base lunar e o lançamento de um reator nuclear até 2030. O projeto está inserido na estratégia dos EUA de retorno à Lua e preparação para missões rumo a Marte, com instalações capazes de operar por longos períodos sem necessidade de reabastecimento frequente.
Especialistas apontam que reatores de fissão oferecem vantagens sobre painéis solares, ao garantir energia estável mesmo durante a longa noite lunar, que pode durar cerca de 14 dias terrestres. Além disso, sistemas nucleares ocupam menos espaço e requerem logística de transporte reduzida, aspectos essenciais para reduzir custos e riscos nas missões.
Histórico de cooperação e aplicações anteriores
Desde a década de 1960, a NASA e o Departamento de Energia desenvolvem tecnologia nuclear para missões espaciais. Reatores termoelétricos de radioisótopos já abasteceram sondas como Cassini, em Saturno, e os rovers Curiosity e Perseverance, em Marte. Para o secretário de Energia, Chris Wright, o novo acordo reforça a liderança dos Estados Unidos na exploração de fronteiras antes consideradas inacessíveis e pavimenta o caminho para a próxima fase de presença humana no espaço.
Imagem: Divulgação
O reator lunar deverá ser projetado para operar de forma autônoma e resistente às condições adversas, garantindo suporte a habitats, laboratórios e veículos durante as operações da Artemis.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6