Pesquisadores da Universidade de Delaware (EUA) testaram um substituto do cimento, produzido a partir de simulantes de regolito lunar, que permaneceu exposto ao ambiente externo da Estação Espacial Internacional (ISS) por seis meses sem apresentar deterioração significativa. Em parte das análises, amostras que voltaram à Terra exibiram resistência mecânica superior a exemplares idênticos mantidos em solo terrestre, reforçando sua viabilidade para construção na Lua.
Quem: equipe do laboratório de Norman Wagner, titular da cátedra Unidel Robert L. Pigford de Engenharia Química da Universidade de Delaware.
O que: geopolímeros feitos com regolito — a camada de poeira e fragmentos rochosos que recobre a superfície lunar — testados fora da ISS como alternativa ao cimento tradicional.
Onde e quando: placas finas produzidas com simulantes comerciais de regolito lunar e marciano foram instaladas externamente na ISS durante a missão MISSE-20 e permaneceram na órbita baixa da Terra por seis meses antes de retornar para avaliação.
Como: o laboratório desenvolve geopolímeros que unem materiais argilosos por meio de reações químicas, evitando a necessidade de altas temperaturas no processo de fabricação. As amostras foram fixadas na parte externa da estação espacial e, após o retorno, foram submetidas a testes de integridade e resistência mecânica.
Por quê: transportar cimento da Terra para a Lua seria economicamente inviável; utilizar o regolito local como matéria-prima reduz a dependência de insumos trazidos do nosso planeta e diminui a necessidade de processos industriais consumidores de energia.
Os pesquisadores definem o regolito como um material silicatado com características semelhantes às de argilas, disponível em grandes quantidades tanto na Terra quanto na Lua, o que o torna atrativo para aplicações estruturais. A equipe pretende fabricar materiais de construção com o mínimo possível de aditivos, buscando soluções energeticamente mais eficientes.
IA e comportamento durante fabricação
Além do ensaio orbital, a equipe publicou um segundo estudo na revista Acta Astronautica envolvendo inteligência artificial. Os cientistas treinaram um modelo de aprendizado de máquina para estimar a resistência final dos geopolímeros a partir das propriedades do regolito e dos parâmetros de processamento, considerando variações entre diferentes tipos de argila lunar que podem exigir rotinas de fabricação distintas.
Imagem: Divulgação
Outro trabalho do grupo, divulgado em edição especial do Journal of Rheology, investigou as etapas de mistura, bombeamento e moldagem antes do endurecimento. Os experimentos identificaram um “ponto crítico de gel” — a transição em que a pasta deixa de ser moldável e começa a formar uma estrutura sólida — e mostraram que operações de mistura ou cisalhamento realizadas antes desse estágio não alteraram o tempo de cura nem a resistência final.
Os resultados sugerem maior flexibilidade no processamento de materiais na superfície lunar sem perda de desempenho, e as evidências foram publicadas na revista Advances in Space Research.
11 – Imagem: NASA IA ajuda a prever resistência do material Além de suportar as condições do espaço, futuros materiais de construção para a Lua precisarão ser produzidos de forma confiável diretamente na superfície lunar. Para enfrentar esse desafio, a eq
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6