Um baobá de aproximadamente 2.000 anos localizado na vila de Zwigodini, no distrito de Mutale, província de Limpopo, na África do Sul, é conhecido por armazenar grande quantidade de água em seu tronco e por emitir um som característico quando o vento passa entre seus galhos. Batizada pelo povo Venda como Muri Kunguluwa, a árvore atua como fonte de vida para a comunidade local e para a fauna da região.

O tronco do baobá consegue reter até 4.500 litros de água, segundo relatos sobre a árvore, tornando-se um reservatório natural em períodos de seca. Além da função hídrica, a árvore abriga diversas espécies: pássaros, morcegos e abelhas utilizam o interior e as cavidades do tronco como abrigo.

Animais de grande porte também dependem da árvore. Elefantes e babuínos visitam o baobá para se alimentarem e para acessar a água acumulada no tronco, o que evidencia a importância da árvore para a sobrevivência de espécies locais e para a manutenção do ecossistema ao redor de Zwigodini.

Moradores e visitantes relatam que, quando o vento atravessa os galhos e as cavidades do baobá, é possível ouvir um som profundo e prolongado, frequentemente descrito como um “rugido”. Essa característica sonora, aliada às dimensões e à longevidade da árvore, contribui para o reconhecimento do exemplar como um marco natural na vila.

O nome dado pelo povo Venda, Muri Kunguluwa, e a localização precisa da árvore — vila de Zwigodini, distrito de Mutale, província de Limpopo — são elementos que destacam tanto a relevância cultural quanto a importância ambiental do baobá. A combinação de funções — depósito de água, abrigo para fauna e ponto de alimentação para grandes mamíferos — evidencia o papel central da árvore na dinâmica local.

Imagem: Divulgação

A preservação de exemplares como esse tem implicações diretas para as comunidades e espécies que deles dependem.





Com informações de Clickpetroleoegas