Diogo Castro encontrou refúgio na fazenda da família em Jaçanã (RN) durante o isolamento provocado pela pandemia de Covid-19, em 2020, e decidiu recuperar um cafezal que estava abandonado. No local, havia cerca de 2 mil pés de café sobreviventes, remanescentes de um plantio feito pelo avô nos anos 1980.

Ao identificar as plantas ainda produtivas, Castro investiu na recuperação da área e na renovação genética do cultivo. Ele introduziu novas variedades e acrescentou 8 mil mudas ao plantio original, com o objetivo de aumentar a produção e elevar a qualidade do produto final.

Os esforços de recuperação e modernização do cafezal resultaram na colheita de 40 sacas de café classificado como especial. A produção se destaca por ter sido obtida em uma região do sertão do Rio Grande do Norte marcada por escassez hídrica, o que torna a retomada da atividade relevante para a propriedade e para os modelos locais de cultivo.

O trabalho de Diogo incluiu práticas de manejo para revitalizar os pés antigos e integrar as mudas recém-plantadas ao sistema produtivo. A combinação entre os exemplares herdados dos anos 1980 e as variedades introduzidas permitiu transformar uma produção familiar tradicional em um café com maior valor agregado.

A ação ocorreu a partir de 2020, quando o produtor permaneceu na fazenda durante o período de isolamento social. Desde então, a recuperação do cafezal avançou com a manutenção das 2 mil plantas remanescentes, o plantio de 8 mil mudas e a colheita subsequente de 40 sacas de café especial.

Diogo Castro recupera cafezal ancestral em Jaçanã e colhe 40 sacas de café especial após ampliar plantio

Imagem: Divulgação

O caso ilustra a possibilidade de recuperação de produções antigas por meio de intervenções técnicas e renovação de mudas mesmo em áreas com limitações de água.

Com informações de Clickpetroleoegas