Björn Ulvaeus defende mudança de foco sobre música gerada por IA

Björn Ulvaeus, presidente da Cisac e cofundador do grupo ABBA, proferiu em 13 de julho de 2026 uma das suas falas mais detalhadas sobre inteligência artificial e direitos de criadores durante o encontro “AI for Good Summit”, promovido pelas Nações Unidas em Genebra.

Na intervenção, Ulvaeus orientou que a discussão pública e regulatória não deve se concentrar excessivamente no licenciamento das “saídas” dos modelos de IA na música — ou seja, nas faixas que esses sistemas geram. Segundo ele, essa ênfase inadequada pode levar a perguntas equivocadas sobre como tratar as obras produzidas por algoritmos.

O executivo destacou, na ocasião, que rastrear apenas os produtos finais gerados pela inteligência artificial não responde às questões centrais envolvendo a criação e a proteção dos direitos dos autores. Em suas palavras, rastrear a saída sempre foi a pergunta errada, frase que sintetiza sua crítica ao enfoque atual sobre a gestão das faixas oriundas de modelos de IA.

Ulvaeus fez essa defesa no contexto de um debate mais amplo sobre como equilibrar inovação tecnológica e proteção aos criadores musicais. A fala ocorreu perante participantes do cúpula global, que reúne representantes de governos, indústria e sociedade civil para discutir usos éticos e benéficos da IA.

O posicionamento do presidente da Cisac reforça a necessidade de repensar abordagens regulatórias que tratem apenas do produto final das ferramentas de IA, em vez de considerarem aspectos mais amplos do processo criativo e das responsabilidades dos desenvolvedores e usuários dessas tecnologias.

Imagem: Divulgação

A declaração integra as contribuições públicas de Ulvaeus sobre o tema, que já vinha abordando a relação entre tecnologia e direitos autorais, agora apresentada de forma mais detalhada no fórum das Nações Unidas em Genebra.





Com informações de Musically