The Mound: Omen of Cthulhu, novo jogo da Nacon desenvolvido pelo estúdio chileno ACE Team, oferece sessões cooperativas marcadas por momentos memoráveis, mas também revela problemas técnicos e de design que prejudicam a experiência. Lançado para PC, PS5 e Xbox Series S e X, o título permite partidas de até quatro jogadores em incursões de extração ambientadas em uma selva inspirada na América Latina.
Transmissão: Band
O que é e como funciona
O jogo coloca equipes de exploradores em expedições para coletar ouro, enfrentar criaturas e voltar ao navio — um galeão úmido que funciona como lobby entre as missões. Antes de cada saída, os jogadores aceitam contratos do capitão, distribuem armas e equipamentos e escolhem a área da floresta a ser investigada. Quanto mais profundo o avanço, maior o risco e maior a recompensa.
Ambiente e atmosfera
Inspirado por H.P. Lovecraft, The Mound aposta em atmosfera opressora e direção de arte caprichada. Rodando em uma máquina com RTX 5080 durante os testes, o jogo apresentou visuais detalhados e cenários densos — com fauna e flora que remetem ao ambiente sul-americano — e inimigos variados, de zumbis a criaturas com design singular.
Sistema de loucura e cooperação
Um dos pilares do jogo é o sistema de sanidade: quanto mais tempo um personagem permanece na floresta ou mais isolado fica do grupo, maior a probabilidade de sofrer alucinações. Esse mecanismo vai além de filtros de tela e altera a percepção do jogador, fazendo surgir inimigos apenas para alguns participantes ou distorcendo sons. A mecânica ganha força no multiplayer com chat de voz por proximidade, colocando dúvidas constantes sobre quem é real — destaque para os “Sem Rosto”, inimigos que imitam aparência e trejeitos dos jogadores, e para a possibilidade de companheiros mortos retornarem corrompidos.
Problemas técnicos e de design
Apesar das ideias centrais sólidas, o jogo apresenta falhas importantes. O combate é descrito como pesado, com pouca munição e armas lentas; o balanceamento em partidas de quatro jogadores pode ser inconsistente; e a progressão demora a revelar novidades. Falhas de movimentação, como a impossibilidade de pular e animações lentas para transpor obstáculos, geram situações estranhas em equipe. Bugs também aparecem — desde cenas cômicas, como o boi de carga Carlito realizando cambalhotas, até travamentos que forçam reinício de partida — e há reclamação sobre a semelhança visual entre os quatro personagens quando equipados de forma parecida.
Imagem: The Mound capricha na ambientação
Preço e avaliação
O jogo foi testado em PC com chaves fornecidas pela desenvolvedora. No lançamento, o preço sugerido é de R$ 120 no PC e R$ 170 nos consoles. A versão avaliada recebeu nota 70, segundo a publicação original.
The Mound: Omen of Cthulhu entrega sessões cooperativas divertidas e uma ambientação eficaz, mas apresenta incoerências de dificuldade, fragilidade em algumas mecânicas e problemas técnicos que apontam para necessidade de aperfeiçoamentos futuros.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6