Professora usa tampinhas, caixas de ovo e papelão para ensinar matemática

Uma professora de uma escola pública da zona rural do Rio Grande do Norte reaproveitou materiais simples para montar 70 jogos pedagógicos voltados ao ensino das quatro operações e de frações. Diante da falta de material didático, a educadora recorreu a tampinhas de garrafa, caixas de ovo e pratos de papelão para construir atividades lúdicas que estimularam a participação dos alunos.

Os recursos improvisados passaram a ser usados em sala de aula para trabalhar adição, subtração, multiplicação, divisão e noções de fração com base no brincar. A metodologia resultou em maior engajamento dos estudantes, muitos dos quais apresentavam dificuldades de aprendizado e resistência às aulas depois do período de pandemia.

Alunos e comunidade começaram a se referir à professora como “tia dos brinquedos”, apelido que ressaltou a relação afetiva criada a partir dos materiais artesanais e das dinâmicas propostas. Conforme o número de jogos aumentou, a iniciativa ganhou visibilidade e chamou atenção fora do município, culminando em reportagem de alcance nacional.

O projeto surgiu como resposta imediata à carência de recursos pedagógicos disponibilizados pela escola. Aproveitando itens descartáveis e baratos, a professora desenvolveu sequências de atividades que permitem a prática das operações matemáticas e a compreensão de frações por meio de manipulação, comparação e resolução de problemas lúdicos.

Segundo relatos de quem acompanhou o trabalho, a mudança no ambiente de aprendizagem foi perceptível: estudantes antes com comportamento “travado” voltaram a interagir com os conteúdos, participando ativamente dos jogos e mostrando evolução no interesse pelas aulas de matemática.

Imagem: Ap

A experiência na zona rural do Rio Grande do Norte ilustra como materiais de baixo custo e estratégias centradas no brincar podem ser utilizados para superar a falta de insumos escolares e para recuperar o vínculo dos alunos com o processo educativo após o período de interrupções provocado pela pandemia.

O projeto permanece como exemplo local de inovação em sala de aula e despertou cobertura da imprensa nacional sobre a forma como a professora adaptou objetos simples para ampliar o acesso a práticas pedagógicas ativas.

Com informações de Clickpetroleoegas