O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) distribuiu mais de R$ 1 bilhão em direitos autorais relativos à execução pública musical no primeiro semestre de 2026, atingindo mais de 312 mil profissionais da música no Brasil.

O valor indica um aumento de 16,5% em comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento foi atribuído ao avanço dos serviços digitais e às melhorias tecnológicas no setor de shows, segundo dados divulgados pelo Ecad. O montante foi distribuído apesar de níveis de inadimplência entre usuários de música, com destaque para órgãos públicos estaduais e prefeituras.

Entre janeiro e junho de 2026, os serviços digitais foram responsáveis pela maior parcela da distribuição, correspondendo a 28% do total. O avanço foi impulsionado pelo aprimoramento na identificação das faixas e pela inclusão de novas plataformas na base de distribuição. As rádios responderam por 15,9% do montante distribuído, enquanto os segmentos de shows e de TV aberta tiveram participação de 15,1% cada.

O setor segue com desafios apontados para ampliar o repasse aos artistas. Entre as prioridades estão a redução das dívidas de quem utiliza música sem pagar, a expansão da cobrança direta em estabelecimentos comerciais como lojas e hotéis, e o desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial para identificar automaticamente as músicas executadas, melhorando a fiscalização.

A distribuição dos valores arrecadados é realizada por meio das associações de gestão coletiva. A Abramus foi citada como exemplo, representando mais de 126 mil titulares de direitos autorais na música.

Imagem: Divulgação

O resultado financeiro do primeiro semestre reflete tanto a mudança no consumo de música — com maior peso das plataformas digitais — quanto o impacto das iniciativas tecnológicas adotadas para identificar execuções e ampliar a base de arrecadação.

Crédito da arte: Júlia Sousa

Com informações de Abramus.org