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De varandas e terraços enfeitados com as cores branca e azul a murais com a imagem de Lionel Messi, torcedores em Bangladesh demonstram forte apoio à seleção argentina e acompanham com expectativa a final contra a Espanha, marcada para o domingo.
O país asiático, com cerca de 170 milhões de habitantes e sem histórico de participação em Copas do Mundo, vive o torneio com intensa emoção e adotou a Argentina como sua principal torcida. Ainda há uma parcela que prefere o Brasil, mas, após a eliminação da Seleção brasileira nas oitavas de final, a presença argentina nas ruas e nos estabelecimentos tornou-se predominante.
O mecânico Nurul Islam relatou à AFP o nervosismo durante o jogo entre Argentina e Egito, nas oitavas de final, quando os egípcios chegaram a abrir 2 a 0. “Fiquei muito tenso durante Argentina x Egito. Eu estava suando, quase gritando”, disse ele, acrescentando que agora tem confiança na vitória argentina.
Febre pelas camisas
O apreço pelo time se traduz no aumento das vendas de camisetas da Argentina em Bangladesh. Shamim Patwary, chefe de vendas da Associação de Comerciantes, Fabricantes e Importadores de Artigos Esportivos do país, observou crescimento expressivo na demanda, embora não existam estudos precisos sobre o número de torcedores argentinos no país.
Bangladesh é um dos maiores produtores mundiais de camisas e material esportivo. Na Galaxy Sports, uma das principais lojas do ramo no país, as camisas da Argentina representam cerca de 30% das vendas totais. Raihan Hossian explicou que alguns pais chegaram a comprar uniformes para recém-nascidos e que as edições especiais se esgotaram rapidamente.
Para muitos, o preço passa a ser secundário diante da emoção do Mundial. Hossian mencionou o caso de um mototaxista que adquiriu uma camisa de jogador por US$ 10 (aproximadamente R$ 50), valor que pode superar a renda diária dele.
Imagem: Foto por PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
Sentimento de união
Nas áreas populares de Daca, vendedores ambulantes também passaram a comercializar versões mais acessíveis das camisas. Al Mamum, de 55 anos, disse que se tornou torcedor fiel desde que viu Maradona jogar, o que ajuda a explicar a ligação histórica com a Argentina, remontando à Copa de 1986, no México.
Com muitos jogos transmitidos na madrugada por conta do fuso com a América do Norte, os torcedores mais dedicados não se deixam intimidar e seguem acompanhando as partidas. A torcedora Zakia Musanna, de 37 anos, afirmou que vestir a camisa dá a ela “um sentimento de união” e planeja assistir à final do mesmo lugar onde viu a conquista de 2022, ao lado do pai, para reviver a comemoração.
As demonstrações de apoio reúnem gerações: segundo Nurul Islam, a paixão pela seleção atravessa três gerações em sua família, e seus dois filhos também são torcedores que costumam comprar as novas camisas.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6