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A final da Copa do Mundo, marcada para o próximo domingo, colocará frente a frente Espanha e Argentina, seleções que adotam formas de jogo contrastantes: a manutenção da posse por parte dos espanhóis e a abordagem mais direta e emocional dos argentinos.

Posse espanhola e construção em trio no meio

A Espanha mantém o modelo de controlar a partida com a bola, privilegiando trocas de passes rápidas e superiores. Embora tenha começado o torneio com um empate sem gols contra Cabo Verde, a equipe evoluiu nas rodadas seguintes, com destaque para o meio-campo formado por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo, denominado por Luis de la Fuente como “o melhor” meio-campo do mundo.

Na semifinal contra a França (2 a 0), o segundo gol, assinalado por Pedro Porro, surgiu após uma sequência de cerca de 20 passes que teve início na própria área espanhola e foi iniciada por Dani Olmo, ilustrando a paciência e coesão do time.

Argentina: jogo direto, resistência e liderança de Messi

A Argentina alcançou a decisão com um futebol mais objetivo, recorrendo à capacidade de suportar momentos de pressão e virar partidas em cenários adversos. Em duas ocasiões a seleção precisou disputar prorrogação — contra Cabo Verde, na fase de 16 avos, e contra a Suíça, nas quartas de final — e quase foi eliminada nas oitavas diante do Egito, quando recuperou-se de 2 a 0 para vencer por 3 a 2.

A semifinal contra a Inglaterra também exigiu da equipe argentina uma reação tardia: Enzo Fernández e Lautaro Martínez marcaram nos minutos finais, ambos com assistência de Lionel Messi, garantindo o triunfo por 2 a 1. Messi, aos 39 anos, soma oito gols e quatro assistências em sete jogos no torneio e segue como principal referência técnica e emocional da seleção, detentor de oito Bolas de Ouro.

O técnico Lionel Scaloni elogiou a postura da equipe após a vitória sobre os ingleses: “Eles jogam como se tivessem sete ou oito anos. Não se perguntam ‘E se eu errar?’ ou ‘E se formos eliminados?’. Eles não pensam nisso, só em jogar futebol”.

Imagem: Foto por FREDERIC J. BROWN / AFP

Contato físico, disciplina e espírito coletivo

A Argentina foi apontada por jogos mais físicos, com empurrões e entradas duras contra a Inglaterra — a imprensa britânica e o The Telegraph chegaram a contabilizar “31 golpes desleais”. Após a virada, a equipe também fez cera, e o goleiro Emiliano Martínez chegou a simular dores na parte posterior da coxa para atrasar o reinício do jogo, atitude que gerou protestos dos adversários.

Três dos 11 titulares argentinos na semifinal jogam no Atlético de Madrid, clube que, segundo a cobertura, recebeu influência do espírito competitivo de Diego Simeone. A Espanha, por sua vez, não se intimida: no duelo com a França, Rodri e companheiros não hesitaram em parar o jogo quando necessário para destruir transições adversárias, cometendo 12 faltas — somente três a menos que as contabilizadas pela Argentina contra a Inglaterra. O goleiro Unai Simón também adotou postura provocativa em direção a Mbappé, resultando em falta do jogador francês nos minutos finais.

*Por AFP

Com informações de Gazetaesportiva