Sete dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 foram classificados com alerta leve de possível manipulação por apostas esportivas, segundo relatório preliminar do Grupo de Copenhague citado pelo The Athletic e repercutido pela Forbes.

O estudo do Grupo de Copenhague colocou esses sete jogos na categoria amarela, que é a primeira acima da verde (jogo considerado normal). As categorias acima da amarela são a laranja, que indica suspeita razoável, e a vermelha, que aponta grande suspeita de manipulação.

O episódio apontado como mais preocupante no relatório envolve o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, expulso no dia 2 de julho na partida contra Bósnia e Herzegovina. No mesmo dia, a plataforma de previsões esportivas baseada em criptomoedas Polymarket lançou uma aposta com a pergunta “Balogun vai jogar contra a Bélgica?”. A anulação do cartão vermelho sofreu publicação apenas no dia 5 de julho.

Além do caso de Balogun, o relatório destaca outras situações que geraram alertas:

  • O cartão vermelho mostrado a Themba Zwane, no minuto 84 da partida de abertura entre México e África do Sul;
  • A entrada de US$4,8 milhões em apostas na plataforma Polymarket para o empate entre Cabo Verde e Espanha;
  • A demora de três minutos e meio da arbitragem de vídeo (VAR) para anular um gol de Ferrán Torres na vitória da Espanha sobre a Arábia Saudita.

De acordo com o The Athletic, o Grupo de Copenhague também colocou 15 partidas sob vigilância extrema, identificando 12 situações com potencial risco. Fontes consultadas pela publicação ressaltaram que uma sinalização de risco não equivale, por si só, à confirmação de manipulação de resultados.

Imagem: Getty Images

A Força Tarefa de Integridade da FIFA, criada em 2019 e que atua em conjunto com o Grupo de Copenhague, declarou que não foram registrados casos suspeitos de manipulação de partidas na Copa do Mundo de 2026.

Especialistas citados no levantamento estimam que o mercado de apostas esportivas movimentou cerca de US$240 bilhões durante o Mundial de 2026, valor que representa o dobro do estimado para a edição de 2022, no Catar.

Com informações de Forbes