Projeto manual de restauração hidrológica apresentou resultado positivo durante seca
Um ex-guarda florestal do Serviço Florestal americano, hoje com 90 anos, dedicou três décadas a empilhar pedras manualmente para tentar recuperar riachos secos no oeste do Colorado. Apesar de críticas iniciais de engenheiros que consideraram as pilhas de pedra pequenas demais para causar impacto, um estudo de oito anos da Universidade Estadual do Colorado registrou um aumento de 40% na cobertura de vegetação úmida nas áreas tratadas.
O trabalho, realizado com a ajuda de voluntários, consiste na construção manual de estruturas de pedra — quase 900 no total — distribuídas em sete bacias no oeste do estado. As intervenções foram feitas sem uso de tecnologia complexa, apoiadas apenas em mão de obra e técnicas simples de empilhamento de rochas para reter água e promover a recuperação de leitos secos.
Segundo o estudo, conduzido ao longo de oito anos, as pilhas de pedra favoreceram a retenção de umidade no solo e a expansão da vegetação associada a ambientes úmidos, mesmo em contexto de seca histórica na região. A pesquisa avaliou a cobertura vegetal antes e depois das intervenções e constatou o ganho percentual de 40% na área ocupada por plantas indicadoras de umidade.
Os responsáveis pelo projeto e os pesquisadores destacaram o caráter de baixo custo e de fácil implementação das estruturas, que foram montadas manualmente por equipes locais ao longo de três décadas. O trabalho em campo priorizou a restauração de trechos de riachos que vinham se tornando intermitentes ou totalmente secos em função da escassez hídrica.
Engenheiros que inicialmente duvidaram da eficácia das pilhas de pedra consideravam que a escala das estruturas seria insuficiente para alterar o comportamento hidrológico das bacias. No entanto, a análise de longo prazo realizada pela Universidade Estadual do Colorado aponta que, nas bacias onde houve intervenção, houve acréscimo significativo na vegetação úmida durante o período estudado.
Imagem: Divulgação
O estudo sugere que soluções manuais e de baixa tecnologia podem ter papel relevante na recuperação de ambientes aquáticos afetados por secas, quando aplicadas de forma extensiva e continuada ao longo do tempo.
Com informações de Clickpetroleoegas

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6