Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, afirmou que não percebe vantagens no processo de envelhecer e relatou perdas de memória em entrevista ao programa The Interview, do New York Times, concedida em 11 de julho. Aos 82 anos, o cantor descreveu a passagem do tempo como algo pouco agradável e disse que, na sua experiência, a idade não trouxe a sabedoria esperada.

Segundo Jagger, mesmo que em algum momento tenha acumulado “pérolas” de conhecimento, ele não se lembra mais delas. O músico comentou também sobre as limitações físicas que percebe com a idade: atividades que antes fazia com rapidez agora exigem mais cuidado e não são realizadas com a mesma facilidade.

O artista abordou ainda o impacto da fama de décadas sobre suas relações sociais e sobre a própria vivência do envelhecimento. Jagger observou que a notoriedade altera a rotina e pode criar distância em relação às outras pessoas. Para amenizar essa diferença e manter traços de normalidade, ele adotou práticas simples como caminhar sozinho e realizar atividades corriqueiras nas ruas.

Experimento com inteligência artificial

Além das impressões sobre envelhecer, Jagger e o guitarrista Keith Richards comentaram a experiência recente da banda com inteligência artificial. Em entrevista à Billboard, eles falaram sobre o uso de tecnologia de deepfake no videoclipe de “In the Stars”, que apresenta versões mais jovens dos músicos.

Jagger explicou que a brincadeira consistiu em alterar apenas os rostos, mantendo os músicos tocando juntos de verdade na mesma sala, e afirmou que se divertiram com o resultado. Richards descreveu o clipe como um “experimento” da banda com IA, comentou de forma leve sobre o visual oferecido pela técnica e ressaltou que videoclipes podem ter esse papel específico.

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As declarações reunidas nas entrevistas reforçam as reflexões da banda sobre envelhecimento, fama e as possibilidades trazidas por novas tecnologias audiovisuais.





Com informações de Rollingstone