Um estudo sobre o mercado de vídeo digital na América Latina indica que o Brasil tem potencial para alcançar receita de US$ 14,4 bilhões em vídeo online até 2029. A projeção, apresentada pela Omdia e citada no levantamento “O Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026”, elaborado com dados da MiQ, aponta o país como candidato a se tornar o segundo maior mercado internacional em receita no modelo FAST (Free Ad-Supported Streaming TV).
Adoção e tempo de consumo
Segundo o relatório, o consumo de vídeo digital no Brasil já é elevado, com brasileiros assistindo em média quatro horas por dia a conteúdos em vídeo. A TV Conectada (CTV) e a ampla oferta de plataformas de streaming são apontadas como forças que impulsionam esse consumo. A transmissão muitas vezes envolve o YouTube, e a jornada de descoberta de conteúdo costuma começar nas redes sociais e no YouTube, seguir pelo celular e frequentemente terminar na Smart TV.
Transformação da televisão
A pesquisa mostra que a televisão recuperou posição central na rotina do consumidor, porém em um formato integrado com dispositivos digitais. Na América Latina, 95% dos usuários acessam conteúdo por Smart TVs, e 45% do tempo de consumo do YouTube na região já ocorre nesses aparelhos. Esse cenário exige que marcas e anunciantes adaptem conteúdos para experiências rápidas em telas menores e para a sala de estar.
Modelos de negócio e impacto publicitário
O estudo registra preferência por modelos financiados por publicidade: 59% dos latino-americanos afirmam preferir opções com anúncios em troca de conteúdo gratuito ou mais barato, o que favorece formatos AVOD e FAST. O mercado publicitário da região já supera US$ 40 bilhões, com o investimento digital representando 56,4% desse total.
No Brasil, a dinâmica de consumo também se reflete na quantidade de serviços de streaming por domicílio: em média são 8,2 plataformas, sendo 4,6 pagas e 3,6 gratuitas. Recomendações sociais e transmissões esportivas ao vivo respondem por uma em cada três novas assinaturas na América Latina, e 80% dos consumidores brasileiros já adquiriram produtos sugeridos por criadores de conteúdo.
Desafios e investimentos
O relatório indica que o principal desafio para a expansão da CTV não é audiência, mas a mensuração integrada de alcance, frequência e resultados entre diferentes telas. A TV Conectada já está presente em cerca de 60% da população digital latino-americana e deixou de ser apenas uma tendência para se tornar um movimento estrutural.
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Para o Brasil, a expectativa é de crescimento nos investimentos em CTV de 23,7% em 2026, impulsionado tanto pelo aumento do consumo nesse formato quanto pelo desenvolvimento de métricas capazes de integrar TV, mobile e desktop. O estudo também aponta que a convergência entre CTV e Retail Media testada no país pode servir como referência operacional para a América Latina nos próximos anos.
O levantamento reuniu dados de seis países da região — México, Brasil, Chile, Argentina, Colômbia e Peru — com o objetivo de mapear a evolução da TV Conectada e as mudanças no comportamento do consumidor.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6