O Dia do Escritor é celebrado em 25 de julho e foi instituído em 1960 pelo então ministro da Educação e Cultura, Pedro Paulo Penido, em homenagem ao Primeiro Festival do Escritor Brasileiro. Em torno dessa data, a Forbes Lifestyle ouviu personalidades nacionais sobre os livros que estão lendo e as obras que recomendam.

Isabelle Drummond — “O Alienista”, Machado de Assis

Ficção satírica. A narrativa acompanha o médico Simão Bacamarte, que fundou um hospital psiquiátrico em Itaguaí e, à medida que amplia suas teorias sobre loucura, começa a internar boa parte dos moradores, suscitando questões sobre sanidade, razão e os limites do saber científico. Isabelle destaca o uso da ironia e do humor por Machado, além da atualidade da crítica ao poder e ao comportamento humano.

Ana Paula Padrão — “Deus na Escuridão”, Valter Hugo Mãe

Romance poético. Ambientado na Ilha da Madeira, o livro explora a relação entre Paulinho, o Felicíssimo, e seu irmão mais novo, o Pouquinho, trazendo reflexões sobre cuidado, fragilidade e isolamento, com matizes espirituais. Ana Paula conta que comprou o exemplar durante férias em Lisboa, numa visita à livraria Bertrand, e lembra que o livro traz um carimbo na primeira página informando que foi adquirido na livraria mais antiga do mundo.

Tati Weston-Webb — “Verity”, Colleen Hoover

Thriller psicológico. A trama acompanha Lowen Ashleigh, contratada para concluir os livros de Verity Crawford, que entrou em estado vegetativo após um acidente. Ao pesquisar o material da autora, Lowen encontra um manuscrito autobiográfico escondido e repleto de segredos. Tati diz que a obra é curta, mas de leitura compulsiva, e menciona a expectativa pela adaptação cinematográfica.

Cris Vianna — “Canto de Rainhas: o poder das mulheres que escreveram a história do samba”, Leonardo Bruno

Biografia/ensaio histórico. O livro registra a trajetória de cinco figuras centrais do samba — Alcione, Beth Carvalho, Clara Nunes, Dona Ivone Lara e Elza Soares — e documenta a resistência e os obstáculos que enfrentaram na indústria musical. Cris ressalta que a obra preserva a memória dessas artistas e destaca suas histórias de luta e conquistas.

Monique Alfradique — “Eu só existo no olhar do outro?”, Ana Suy e Christian Dunker

Psicanálise. A obra aborda temas como luto, alteridade, amor, identidade e literatura, analisando a existência a partir da perspectiva do outro e as dificuldades contemporâneas para manter vínculos afetivos saudáveis. Monique conta que conheceu o livro após ouvir sobre ele no podcast Bom Dia, Obvious, e afirma que a leitura provoca reflexões duradouras sobre a influência do olhar alheio nas escolhas e na autoestima.

Imagem: Getty Images

Renata Kuerten — “A Psicologia Financeira”, Morgan Housel

Não ficção. Morgan Housel argumenta que o êxito financeiro depende mais de comportamentos, emoções e experiências pessoais do que de pura inteligência ou cálculos complexos, usando relatos verídicos para mostrar como vaidade, insegurança e vivências moldam decisões econômicas. Renata recomenda a obra por oferecer insights práticos e exemplos esclarecedores sobre nossa relação com o dinheiro.

As indicações foram reunidas em celebração ao Dia do Escritor, lembrando o papel da leitura na formação de leitores e autores.

Com informações de Forbes