Durante obras de restauro no Castelo de Durham, no Reino Unido, foi revelada uma pintura mural medieval estimada em até 750 anos, que estava escondida sob camadas de gesso e painéis instalados na década de 1950. A imagem recuperada mostra um padrão que sugere alvenaria, além de uma flor vermelha com caule verde.

Equipes responsáveis pela intervenção identificaram a obra pictórica após a remoção dos revestimentos modernos. A pintura havia permanecido oculta por séculos, preservada por sobreposições mais recentes que datam do pós‑guerra.

Além da descoberta artística, os trabalhos de conservação no edifício também trouxeram à luz outras evidências históricas. Arqueólogos encontraram janelas que foram fechadas no século XVI e localizaram uma concha de ostra entre os vestígios materiais, indícios usados para datar e contextualizar as modificações no local.

Os especialistas observaram ainda sinais de afundamento estrutural na fortificação. Entre esses sinais está uma fratura em zigue‑zague nas paredes, que, segundo os responsáveis pelas escavações, revela como as reformas promovidas pelos poderosos príncipes‑bispos medievais da Inglaterra impactaram a estrutura do castelo ao longo dos séculos.

O conjunto de achados — a pintura mural, as janelas bloqueadas, a concha e as fissuras— oferece uma visão direta das várias fases de uso e transformação do Castelo de Durham por autoridades eclesiásticas medievais. As intervenções atualmente em curso têm o objetivo de conservar os elementos recém‑descobertos e permitir uma melhor compreensão das alterações arquitetônicas que ocorreram no local ao longo do tempo.

Pintura mural medieval de até 750 anos é descoberta durante restauração no Castelo de Durham

Imagem: Divulgação

As equipes de restauração e arqueologia continuarão a analisar os achados para documentar cronologias e técnicas construtivas empregadas nas sucessivas modificações do castelo, preservando as camadas históricas para investigações futuras.





Com informações de Clickpetroleoegas