A Microsoft divulgou nesta quarta-feira (29 de julho de 2026) resultados do quarto trimestre fiscal acima das projeções do mercado, impulsionados principalmente pelo desempenho de sua plataforma de nuvem Azure. Após a divulgação, as ações da companhia subiram cerca de 3% nas negociações após o fechamento do mercado.
Receita supera previsões dos analistas
No trimestre encerrado em 30 de junho, a empresa registrou receita de US$ 90 bilhões (R$ 461,5 bilhões), acima da expectativa de US$ 87,6 bilhões (R$ 449,2 bilhões) compilada pela LSEG. O lucro ajustado por ação foi de US$ 4,74 (R$ 24,30), superior à projeção de US$ 4,24 (R$ 21,74).
Em relação ao mesmo período do ano anterior, a receita cresceu cerca de 18%. O lucro líquido alcançou US$ 35,7 bilhões (R$ 183,4 bilhões), equivalente a US$ 4,81 (R$ 24,66) por ação, ante US$ 27,2 bilhões (R$ 140 bilhões) ou US$ 3,65 (R$ 18,72) por ação no trimestre anterior.
A companhia informou que os resultados foram favorecidos por um ganho contábil de US$ 3,2 bilhões (R$ 16,4 bilhões) vinculado ao investimento na Anthropic e por despesas menores do que o esperado relacionadas ao seu primeiro programa voluntário de aposentadoria. Em contrapartida, a divisão Xbox apresentou um impairment no período.
Azure acelera crescimento
A divisão Intelligent Cloud, que inclui o Azure, gerou US$ 39,3 bilhões (R$ 201,6 bilhões) em receita, alta de 31,6% ano a ano e acima da previsão de US$ 38,1 bilhões (R$ 195,7 bilhões) consultada pela StreetAccount. O Azure cresceu 43%, acelerando frente aos 40% do trimestre anterior e superando a expectativa de cerca de 40%.
A Microsoft disse que, no ano fiscal de 2026, o Azure ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 100 bilhões (R$ 512,8 bilhões) em receita anual. Apesar desse marco, a plataforma permanece atrás da Amazon Web Services (AWS), mas tem faturamento superior ao Google Cloud, da Alphabet.
Microsoft 365 Copilot e outras áreas
O Microsoft 365 Copilot, assistente de IA integrado ao pacote Office, alcançou mais de 30 milhões de licenças pagas, ante mais de 20 milhões registradas em julho. A divisão Productivity and Business Processes, que contempla Office, Dynamics e LinkedIn, registrou receita de US$ 37,8 bilhões (R$ 194 bilhões), avanço de 14,3% e acima da expectativa de US$ 37,1 bilhões (R$ 190,7 bilhões).
Imagem: Divulgação
Unidade de Windows e Xbox recua
A área More Personal Computing, que reúne Windows, Bing, Surface e Xbox, obteve receita de US$ 12,8 bilhões (R$ 65,9 bilhões), queda de 4,4% em relação ao ano anterior, mas superior à previsão de US$ 12,1 bilhões (R$ 62,4 bilhões). As vendas de dispositivos Surface e as licenças do Windows vendidas a fabricantes recuaram 7%. A consultoria Gartner estimou que as remessas globais de PCs caíram 4,2% no mesmo período.
Relação com OpenAI e obrigações contratadas
Investidores seguem atentos à estratégia da Microsoft em inteligência artificial e à sua relação com a OpenAI. Analistas do Deutsche Bank alertaram para um “certo risco de concentração” na parceria, diante do avanço de modelos de código aberto. Em janeiro, a Microsoft informou que cerca de 45% de seus US$ 625 bilhões (R$ 3,2 bilhões) em obrigações comerciais de desempenho remanescentes estavam vinculados à OpenAI.
No trimestre, esse indicador — que representa receitas contratadas ainda não reconhecidas — subiu para US$ 678 bilhões (R$ 3,5 bilhões), aumento de 8% em relação ao período anterior; segundo a companhia, o crescimento veio principalmente de contratos com clientes que não desenvolvem modelos de IA.
Iniciativas em IA e próximos passos
Durante o quarto trimestre fiscal, a Microsoft anunciou um novo modelo de IA voltado para programação com foco na redução de custos, nomeou Dan Shapero, do LinkedIn, para liderar a rede social profissional e cortou preços das assinaturas do Xbox Game Pass. Executivos da empresa devem detalhar os resultados e apresentar perspectivas para os próximos trimestres em uma teleconferência com analistas.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6