Reforma revela problemas estruturais e peças de família em imóvel de 1834

Um casal que adquiriu sem financiamento uma residência construída em 1834 iniciou a restauração do imóvel e encontrou problemas ocultos que alteraram o escopo da obra. A intervenção tem sido conduzida sem contrair novas dívidas e foca na preservação de elementos originais, como pisos, portas e objetos de família.

Ao retirar revestimentos e abrir trechos do piso, a dupla identificou danos escondidos que exigem avaliação técnica. Entre as ocorrências registradas estão vigas comprometidas, piso rebaixado em pontos da casa e encanamento antigo. Essas constatações motivaram a contratação de profissionais para avaliar a estrutura, as instalações elétricas e o sistema hidráulico antes da continuidade das obras.

Segundo os responsáveis pela reforma, a recuperação de uma construção de quase dois séculos demanda tempo e a combinação de recursos próprios e apoio familiar. O trabalho tem contado com a ajuda de parentes, aproveitamento de materiais existentes e compras em itens de segunda mão para reduzir custos e manter a autenticidade do imóvel.

Durante a limpeza e a remoção de objetos acumulados ao longo dos anos, os novos proprietários encontraram um berço de madeira usado pelo trisavô, preservado entre lembranças que datam de quase 200 anos. O achado passou a integrar a lista de itens a serem recuperados e preservados no projeto de restauro.

A intervenção prioriza conservar o máximo possível das características originais da casa, sem comprometer a segurança. Por isso, além da substituição ou reforço de vigas quando necessário, há atenção especial às instalações elétricas e hidráulicas consideradas antigas, cuja modernização é vista como imprescindível para o uso seguro do imóvel.

Casal compra casa de 1834 sem financiamento e, ao reformar, encontra vigas comprometidas, encanamento antigo e um berço histórico

Imagem: Ap

Os proprietários afirmam que a experiência tem mostrado por que reformas em imóveis do século XIX costumam ser trabalhosas: exigem planejamento, desembolso controlado, mão de obra técnica e tempo para achar soluções que aliem preservação e segurança.

Com informações de Clickpetroleoegas