A B3 alcançou a marca de 204 ETFs listados ao final de junho, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 200 fundos de índice disponíveis para negociação na bolsa brasileira. O resultado reflete um semestre de forte expansão do segmento.

Em relação a dezembro de 2025, quando havia 175 ETFs na B3, o total subiu 16,6% no primeiro semestre com a entrada de 29 novos produtos. O avanço é ainda mais expressivo na comparação anual: em junho de 2025 eram 131 ETFs, ou seja, houve acréscimo de 73 fundos, equivalente a 55,7% mais opções para investidores que buscam exposição diversificada a diferentes mercados, setores e classes de ativos.

O estoque financeiro dos ETFs chegou a R$ 126 bilhões em junho, contra R$ 91 bilhões em dezembro de 2025, alta de 38,5% no semestre. Em relação a junho de 2025, quando o patrimônio somava R$ 64 bilhões, houve crescimento de 96,9%, praticamente dobrando o volume administrado em 12 meses.

O número de investidores com posições em custódia alcançou 870 mil em junho, representando aumento de 19,5% frente aos 728 mil de dezembro e de 34,9% ante os 645 mil registrados em junho de 2025. No período semestral, a base de investidores aumentou em 142 mil pessoas e, em termos absolutos desde junho de 2025, cresceu 225 mil participantes.

“Ultrapassar 200 ETFs listados é um marco que traduz a ampliação e o amadurecimento da indústria. A expansão da prateleira vem acompanhada de crescimento do patrimônio, da base de investidores e da negociação, o que mostra que o produto tem ganhado relevância como instrumento de diversificação e acesso a diferentes estratégias. Nosso papel é continuar trabalhando com os reguladores e o mercado para desenvolver uma indústria cada vez mais ampla, líquida e eficiente”, afirmou Bianca Maria, gerente de Produtos de Equities da B3.

Crescimento da média de negociação diária

No primeiro semestre de 2026, o volume médio diário negociado (ADTV) dos ETFs foi de R$ 1,85 bilhão, avanço de 16% ante os R$ 1,59 bilhão do mesmo período de 2025. Entre maio e junho de 2026, o ADTV mensal subiu de R$ 1,42 bilhão para R$ 1,48 bilhão, alta de 2,2%. Até o fim do primeiro semestre, o total negociado pela classe atingiu R$ 225 bilhões no ano.

Ranking por negociação e perfil dos investidores

Em junho, o BOVA11 (referenciado no Ibovespa B3) manteve a liderança com ADTV de R$ 530,2 milhões, respondendo por 35,8% do volume do mês. Em seguida apareceram SMAL11, com R$ 271,8 milhões e 18,3%; GOLD11, com R$ 74,1 milhões e 5%; e BOVV11, com R$ 73,7 milhões transacionados.

B3 supera 200 ETFs listados e estoque financeiro quase dobra em um ano

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Também se destacaram ETFs de renda fixa como LFTB11 e LFTS11, e fundos com exposição internacional e temática, incluindo IVVB11 (S&P 500), NASD11 (Nasdaq 100), HASH11 (criptoativos) e GOLX11 (ouro).

No mix de participantes, investidores institucionais foram responsáveis por 55,3% do volume negociado em junho de 2026, não residentes responderam por 26,7% e pessoas físicas por 14,9%. Em relação a junho de 2025, a fatia dos institucionais cresceu 6 pontos percentuais, enquanto a participação das pessoas físicas aumentou em 3 pontos percentuais.

Os ETFs são negociados em bolsa por meio do home broker das corretoras, de forma semelhante às ações, e normalmente acompanham o desempenho de um índice ou de uma cesta de ativos, oferecendo, com uma única cota, acesso a exposições diversificadas em mercados locais e internacionais, renda variável e renda fixa, commodities, moedas, criptoativos, setores econômicos e estratégias temáticas. A escolha de um ETF deve considerar o perfil, objetivos, prazo e tolerância ao risco de cada investidor.

Com informações de Borainvestir.b3