A Amazon suspendeu o suporte de rede e a autenticação para leitores eletrônicos Kindle lançados até 2012. A medida afeta modelos das primeiras gerações, incluindo o Kindle DX e o Kindle Keyboard, e impede o acesso direto à loja da empresa, a sincronização de bibliotecas via nuvem e o cadastro de novas contas nos servidores da fabricante.
O que muda: proprietários dos aparelhos afetados ainda poderão usar a tela de tinta eletrônica (e-ink) e a bateria para ler arquivos já armazenados no dispositivo, mas perderão várias funções dependentes da conexão com os servidores da Amazon. Entre os recursos desativados estão o acesso à loja de e-books, a sincronização automática da biblioteca em nuvem e o login de conta de usuário.
Risco em caso de restauração: se o dono do leitor fizer uma restauração de fábrica ou desvincular a conta registrada, o aparelho perde a validação junto aos servidores da Amazon. Nessa situação, o dispositivo não poderá ser reativado e o sistema pode deixar de inicializar, tornando o equipamento inutilizável para leitura de novos conteúdos.
Impactos operacionais
A interrupção dos serviços de rede acompanha mudanças anteriores na forma como a empresa distribui conteúdo: a Amazon retirou a opção de baixar arquivos diretamente pelo site para transferência via cabo USB. Com isso, inserir novos documentos em modelos antigos passou a depender do envio por e-mail para o aparelho ou do uso de ferramentas de conversão de terceiros.
O apresentador Adriano Ponte destacou que, sem uma solução por software antes do desligamento dos servidores, os leitores antigos correm o risco de ficar permanentemente inoperantes após um reset. Segundo ele, o ideal seria um último update que dispensasse a necessidade de login na conta Amazon e mantivesse o dispositivo funcional, embora com recursos reduzidos.
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A empresa atribui o fim do suporte à limitação de memória e poder de processamento desses aparelhos, que impedem a atualização dos certificados de criptografia exigidos pelos servidores atuais. Como alternativa aos leitores do ecossistema fechado da Amazon, existem opções baseadas em sistemas abertos, como aparelhos que rodam Android, e equipamentos de fabricantes independentes que permitem transferências diretas de arquivos sem passar por lojas integradas.
A decisão altera o uso diário desses modelos e restringe a forma de adicionar conteúdo a aparelhos mais antigos, mantendo, porém, a possibilidade de leitura dos itens já salvos localmente.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6