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A Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgou nesta sexta-feira um comunicado em que manifesta solidariedade às posições da Uefa e da Concacaf contra a proposta da Fifa de abrir participação privada nas operações comerciais por meio da criação da FIFA Forward Enterprise (FFE).
Segundo a AFC, a proposta anunciada pouco depois do encerramento da Copa do Mundo da América do Norte, em 19 de julho, não pode avançar sem a participação ampla das confederações e das associações-membro. A Fifa apresentou a FFE como uma empresa voltada a gerir atividades comerciais do organismo e atrair investidores externos, com a meta de captar US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 50,8 bilhões na cotação atual) para financiar projetos de desenvolvimento do futebol mundial.
A entidade asiática afirmou que a questão extrapola a criação da FFE, revelando fragilidades nos mecanismos de consulta e nas decisões internas da Fifa. A AFC destacou que procedimentos que deixam de lado órgãos estatutários e representantes do futebol enfraquecem a confiança no modelo de governança da entidade e diminuem a autoridade das instâncias responsáveis.
Em mensagem publicada nas redes sociais em 31 de julho de 2026, a AFC reafirmou apoio às reações da Uefa e da Concacaf e declarou que a proposta dificilmente obterá o amplo consenso necessário para seguir adiante. A confederação pediu uma revisão urgente dos processos decisórios da Fifa para assegurar que propostas com impacto global sejam tratadas com transparência, diálogo efetivo e supervisão apropriada.
Boicote da Uefa e rejeição da Concacaf
Na quinta-feira anterior, tanto a Uefa quanto a Concacaf se posicionaram contrárias ao plano. A Uefa determinou que suas federações filiadas não participarão de competições organizadas pela Fifa enquanto a proposta permanecer vigente, alegando que a Copa do Mundo não pode ser tratada como um ativo para investidores privados.
Imagem: Fifa/Divulgação
A Concacaf, por sua vez, informou que seus 41 membros expressaram preocupações sobre a condução do processo, citando prazo reduzido, falta de revisão pelos órgãos competentes da Fifa e ausência de debate adequado. Por esses motivos, a confederação e suas associações-membro rejeitaram oficialmente a proposta.
A AFC também lembrou que não é a primeira vez que iniciativas de grande relevância são apresentadas sem consulta prévia suficiente, o que, na avaliação da entidade, enfraquece o sistema de governança global do futebol. Por isso, reiterou a necessidade de mudanças institucionais que garantam participação e transparência antes de decisões de grande alcance.
A questão segue em aberto, com as confederações pressionando por esclarecimentos e por um processo de revisão que envolva todas as partes interessadas da comunidade futebolística.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6