Quem: Partículas minerais originárias do Saara.

O que: Massa de poeira que, ao se misturar com gotas de chuva, deixa resíduos de coloração avermelhada — fenômeno popularmente apelidado de “chuva de sangue”, embora não contenha sangue.

Quando: O transporte da poeira voltou a chamar atenção no Reino Unido em março de 2026.

Onde: A sujeira tem origem no norte da África e chega a atravessar oceanos e continentes, afetando localidades distantes como o Reino Unido quando as condições atmosféricas permitem.

Como: A poeira fica suspensa na atmosfera e é conduzida por correntes de vento até áreas onde ocorrem precipitações. Durante esses episódios, as partículas se misturam às gotas de chuva e, após a água evaporar, deixam marcas coloridas visíveis em superfícies expostas, como carros e janelas.

Por que: O encontro entre massas de poeira do Saara e sistemas de precipitação cria um meio propício para as partículas se agregarem às gotas. Quando a chuva seca, permanece o depósito mineral com tonalidade avermelhada, o que explica as manchas observadas.

Poeira do Saara é carregada por ventos, cruza continentes e, ao encontrar chuva, forma a chamada “chuva de sangue” que mancha carros e janelas

Imagem: Divulgação

Relatos e registros visuais do fenômeno mostram veículos e vidraças cobertos por essas manchas, que ficam mais nítidas com a evaporação da água. Especialistas descrevem o episódio como um processo atmosférico de transporte e deposição de material mineral, sem relação com elementos biológicos ou orgânicos.

O evento de março de 2026 renovou a atenção para esse tipo de transporte de poeira transcontinental, que ocorre de forma episódica conforme a direção dos ventos e a presença de tempestades capazes de incorporar as partículas às precipitações.

As autoridades locais e serviços de meteorologia costumam acompanhar a movimentação dessas massas de poeira para informar a população sobre possíveis impactos visuais e, em alguns casos, implicações temporárias na qualidade do ar.

Com informações de Clickpetroleoegas