A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) solicitou, neste sábado (1º), uma revisão integral da condução da Fifa sob a presidência de Gianni Infantino, após a retirada de uma proposta polêmica que pretendia abrir competições da entidade a investidores privados.

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Em comunicado, a Concacaf criticou a iniciativa originalmente apresentada por Infantino de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma sociedade com capital privado destinada a administrar atividades comerciais e eventos da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. A confederação afirmou que a proposta refletiu uma liderança que deixou de priorizar o futebol e expôs falhas de governança.

A reestruturação proposta pela FFE encontrou resistência de várias partes do mundo do futebol, com a Concacaf — que reúne 41 associações-membro — e a Uefa entre os opositores mais contundentes. A entidade regional afirmou que recebeu com satisfação a retirada do plano na noite de sexta-feira e ressaltou a “unanimidade” de seus integrantes na defesa dos interesses de longo prazo do esporte e dos princípios de boa governança.

Entre as federações membros da Concacaf estão as dos três países-sede da Copa do Mundo de 2026: Estados Unidos, México e Canadá. A confederação ressaltou que a Fifa não pode ser tratada como uma empresa privada, lembrando o dever fiduciário de quem ocupa cargos na instituição e afirmando que a prestação de contas não pode ser opcional quando esse dever não é cumprido.

A entidade também criticou a forma como a proposta foi conduzida, salientando que a iniciativa sobre o futuro da Copa do Mundo — considerado o ativo mais valioso do futebol mundial — foi impulsionada à margem das estruturas de governança, sem transparência, consulta ou devido processo.

Concacaf pede revisão completa da liderança de Gianni Infantino na Fifa

Imagem: Foto por FABRICE COFFRINI / AFP

O plano foi apresentado de maneira inesperada na última terça-feira e enfrentou desde o início forte oposição. Após a desistência, a Uefa declarou que Infantino, que pretende disputar a reeleição em 2027, teria “perdido a confiança” não apenas da confederação europeia, mas de inúmeros outros membros do cenário futebolístico.

A Concacaf concluiu pedindo uma revisão abrangente da liderança da Fifa, sem citar explicitamente o nome do presidente, e indicou que medidas de responsabilização devem ser adotadas quando as responsabilidades fiduciárias não são observadas.

Com informações de Gazetaesportiva