O empresário Elon Musk entrou com ação judicial nos Estados Unidos requerendo indenização de até US$ 134 bilhões (cerca de R$ 720 bilhões) da OpenAI e da Microsoft, alegando que ambas teriam se beneficiado indevidamente de seu aporte inicial à desenvolvedora do ChatGPT.

Contexto e origem do pedido

Segundo documentos apresentados em 16 de janeiro de 2026, Musk afirma ter contribuído com US$ 38 milhões — valor que representa 60% do capital sem fins lucrativos usado para lançar a OpenAI em 2015. Na petição, o bilionário alega ter auxiliado na contratação da equipe, na integração dos cofundadores e na validação do projeto perante investidores.

Valores contestados

De acordo com a peça jurídica, a OpenAI teria auferido entre US$ 65,5 bilhões e US$ 109,4 bilhões desde que migrou parte de suas operações para o modelo lucrativo, concluído em 2025. A Microsoft, por sua vez, teria obtido ganhos na faixa de US$ 13,3 bilhões a US$ 25,1 bilhões após seu investimento na empresa de inteligência artificial.

Reestruturação da OpenAI

Em 2025, a OpenAI finalizou sua transição para um formato híbrido, mantendo a OpenAI Foundation como entidade sem fins lucrativos controladora do OpenAI Group PBC, uma corporação de benefício público com fins lucrativos. A própria organização chegou a afirmar que a mudança visava “capacidade de captar recursos e atrair talentos alinhados à missão” de promover IA em benefício da humanidade.

Discordância de Musk e tramitação do processo

Musk contesta a mudança de foco da empresa, alegando que a priorização de lucro teria violado os princípios originais de desenvolvimento de uma inteligência artificial segura e acessível a todos. O processo, protocolado há mais de um ano, ainda não teve decisão definitiva e encontra-se em fase preparatória para julgamento.

Imagem: Divulgação

Posição das partes

Até o momento, nem OpenAI nem Microsoft comentaram oficialmente o valor solicitado na petição. Em recurso anterior, ambas as empresas descreveram as acusações de Musk como “inverificáveis e sem precedentes”.

O desfecho da disputa judicial dependerá da análise do tribunal americano, com previsão de início de julgamento em abril de 2026.

Com informações de Olhardigital