Economista aponta tendência surpreendente no mercado de shows

Will Page, ex-economista-chefe do Spotify, escreveu no Financial Times sobre um fenômeno que parece contrariar a lógica econômica: em meio a pressões financeiras, parte do público de shows tem priorizado apresentações em estádios, mesmo quando essas opções são significativamente mais caras.

Segundo Page, esse movimento de público tem levado artistas a adotarem residências longas em grandes arenas — exemplo citado é Harry Styles, que realizou “12 nights at Wembley” — enquanto outros segmentos do mercado enfrentam dificuldades para vender ingressos.

Na observação do economista, festivais, que normalmente representam um custo-benefício superior por oferecerem múltiplos atos em um único evento, e casas menores, que praticam preços de ingresso bem mais baixos, têm registrado vendas mais fracas na comparação com os grandes espetáculos em estádios.

A análise destaca, portanto, um contraste entre o tipo de oferta e a escolha do público: por um lado, shows em estádios com bilhetes caros e longas temporadas; por outro, festivais e locais menores com ingressos mais acessíveis que apresentam desempenho inferior de público.

Will Page expõe essa dinâmica sem atribuir causas definitivas no trecho citado, limitando-se a relatar o comportamento observado e a diferença de desempenho entre os formatos de apresentação.

O dado exemplificado — as doze noites de Harry Styles em Wembley — é usado como ilustração da resposta dos artistas a essa demanda por espetáculos de grande porte.

Público prefere shows em estádios mesmo em período de aperto financeiro, aponta Will Page

Imagem: Divulgação

Em sua coluna no Financial Times, Page coloca a questão de por que esse padrão ocorre, destacando a aparente contradição entre as limitações econômicas do público e a preferência por eventos de maior custo, sem, no trecho referenciado, oferecer explicações conclusivas.

O texto registra, portanto, a observação de um comportamento de consumo cultural que privilegia shows em estádios, ao mesmo tempo em que formatos considerados mais econômicos enfrentam retração nas vendas.

Com informações de Musically